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Mais de 35 acusados de terrorismo são sentenciados à morte no Egito

Decisão judicial é criticada por instituições de direitos humanos como a Anistia Internacional: 'A pena de morte nunca pode fazer justiça'

Por Da Redação Atualizado em 3 mar 2020, 15h36 - Publicado em 3 mar 2020, 15h19

A Corte Penal do Cairo, no Egito, condenou 37 pessoas à morte por associação ao grupo terrorista Estado Islâmico.  A sentença, ditada na segunda-feira 2, foi criticada por entidades internacionais de defesa dos direitos humanos, em especial a Anistia Internacional, que questionam a ética da adoção da pena capital.

“Não há dúvida de que eles foram condenados por crimes graves, incluindo ataques mortais. No entanto, a pena de morte nunca pode fazer justiça”, disse Philip Luther, diretor legal da Anistia Internacional no Oriente Médio e no Norte da África. “Menos ainda quando dezenas de réus dizem ter sido submetidos à tortura”, concluiu Luther.

Mais de 200 réus foram sentenciados na segunda-feira por crimes envolvendo mais de 50 atentados terroristas, entre eles a tentativa de assassinato do então ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, em 2013. Segundo a Justiça egípcia, eles eram acusados de participar de um grupo terrorista afiliado do Estado Islâmico no país.

Considerado o militante islâmico mais procurado do Egito até sua captura no final de 2018, Hisham el-Ashmawi está entre os sentenciados à morte. As autoridades acusam el-Ashmawi de participar em grandes atentados, em especial contra forças de segurança na fronteira com a Líbia.

  • Além dos 37 condenados à morte, mais 61 foram sentenciados à prisão perpétua, e outros 85, à reclusão de até 15 anos. A defesa dos réus pode recorrer.

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