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Mais de 30 pessoas morrem em novo protesto no Egito

Manifestantes pró-Mursi e forças de segurança provocam novo embate sangrento pelo país no aniversário de 40 anos do conflito contra Israel

O número de mortos neste domingo em confronto entre manifestantes islamitas que apoiam o presidente deposto, Mohamed Morsi, e as forças de segurança no Egito subiu para 38 – ao menos 209 pessoas ficaram feridas nos distúrbios, informa o ministério da saúde egípicio.

O diretor do departamento ministério, Khaled al-Khatib, explicou que 32 mortes ocorreram no Cairo, a maioria nos bairros de Mohandisin, Dokki, Ramsés e no centro. Quatro mortes foram registradas em Beni Suef, uma em Delga, no centro do país, e outra em Asiut (ao sul).

A Aliança em Defesa da Legitimidade, que agrupa a Irmandade Muçulmana e seus aliados islamitas, já fala em 35 mortes apenas no Cairo e outras seis que, segundo eles, ocorreram em Delga, na província de Minia.

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Coincidindo com o 40º aniversário da guerra de 1973 contra Israel, os islamitas convocaram protestos em todo o país com o objetivo, na capital, de chegar à praça Tahrir, cercada por policiais e soldados das forças governamentais.

Ao mesmo tempo, aliados das Forças Armadas e favoráveis à derrubada do ex-presidente Mursi chamaram seus seguidores a sair também hoje às ruas.

Milhares de pessoas se concentraram para demonstrar apoio à gestão do Exército na praça Tahrir, que foi sobrevoada por quatro helicópteros que levavam bandeiras do Egito e por caças da Força Aérea.

O conflito de 1973 – conhecido como Guerra de Outubro, nos países árabes, e Guerra de Yom Kippur, no Estado hebreu – é lembrado com orgulho no Egito. Junto com as forças sírias, os egípcios conseguiram surpreender as defesas israelenses durante a celebração do Yom Kippur (o Dia do Perdão), em Israel.

(Com agências EFE e AFP)