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Mais de 100 soldados dos EUA pedem apoio para transição de gênero

Os oficiais das Forças Armadas podem requerer tratamento médico, hormonal e psicológico desde outubro de 2016

Por Da redação - Atualizado em 10 nov 2016, 12h28 - Publicado em 10 nov 2016, 12h21

Mais de cem soldados transgêneros nos Estados Unidos pediram apoio das Forças Armadas para realizarem a transição para o sexo oposto, receberem tratamento psicológico e hormonal ou serem legalmente reconhecidos com o novo gênero. Os membros do Exército e da Marinha puderam se assumir publicamente desde que o Pentágono acabou com a proibição de transgêneros, em junho deste ano.

Desde que a nova política entrou em vigor, em 1º de outubro, os oficiais têm direito a consultas, tratamentos e cirurgias de redesignação sexual, através das facilidades médicas do próprio Exército. Segundo reportagem do jornal USA Today, 55 membros das Forças Armadas já informaram aos comandantes que desejam realizar a transição e outros 48 quiseram acompanhamento psicológico ou tratamento hormonal.

Apenas em outubro, dez soldados também entraram com o pedido de reconhecimento de mudança de gênero e/ou nome em suas fichas cadastrais, informou o Chefe do Estado Maior do Exército, Mark Milley. Para Nate Christensen, porta-voz da Marinha, as Forças Armadas “precisam de pessoas que são a escolha certa para um posto, independentemente de raça, gênero, orientação sexual, credo ou identidade de gênero”.

De acordo estudo do think thank RAND Corporation, o número de oficiais transgênero é de cerca de 6.630 nas Forças Armadas, que conta com 1,3 milhão de membros. Antes de aprovar a medida, o Pentágono divulgou um relatório que estima que os custos do apoio a transgêneros chegue a 8,4 milhões de dólares por ano.  Anualmente, o serviço militar americano gasta em média 6 bilhões de dólares para fins médicos, 1% do orçamento disponível de 610 bilhões.

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