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Mais de 100 mil protestam na Geórgia contra presidente

Opositores tomam às ruas contra Mikhail Saakashvili. "Irresponsabilidade pôs sob ameaça sobrevivência da Geórgia", diz Ivanishvili, líder da oposição

Por Da Redação - 27 maio 2012, 12h25

Mais de cem mil pessoas foram às ruas, neste domingo, na Geórgia para protestar contra o presidente do país, Mikhail Saakashvili, a poucos meses do início da campanha para as eleições parlamentares de outubro. ‘Sabemos com quem estamos lidando, um homem muito covarde’, afirmou o multimilionário Bidzin Ivanishvili, novo líder da oposição georgiana, segundo a imprensa local.

Ivanishvili, fundador do partido Sonho Georgiano, que conseguiu unificar quase toda a oposição, ressaltou que ‘a irresponsabilidade das autoridades pôs sob ameaça a própria sobrevivência da Geórgia’. ‘Nosso país está à beira da perdição, o país pode desaparecer e não podemos continuar assim. Daí minha decisão de entrar na política. Isso não é um desejo, é meu dever’, disse.

Os opositores, que levavam cartazes pedindo que Mikhail saia do poder, contaram com o apoio de músicos e outras personalidades locais, como Kakha Kaladze, ex-jogador do Milan. ‘Começamos a luta pela justiça e a unificação da Geórgia, para que nosso país seja membro de pleno direito da União Europeia, da Otan e de outras organizações internacionais’, disse Ivanishvili.

O líder opositor afirmou também que até as eleições legislativas de outubro se propõe a ‘unir em um mesmo punho todo o país’. O parlamento georgiano abriu o caminho para que ele possa se apresentar como candidato à presidência nas eleições. Isso porque foi dado o direito de participar do pleito os cidadãos da União Europeia nascidos na Geórgia e que permaneceram pelo menos durante os últimos cinco anos em território georgiano, segundo uma emenda à Constituição aprovada pelo Parlamento. Até agora, Ivanishvili, cuja fortuna pessoal é estimada em US$ 5,5 bilhões, não pode liderar seu próprio partido, já que Saakashvili o privou da cidadania georgiana em 2011 por decreto presidencial. Ele fez isso quatro dias depois de Ivanishvili ter anunciado seu apoio à oposição.

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Ivanishvili defende a normalização das relações com a Rússia, que reconheceu a independência das regiões georgianas separatistas e pró-Moscou de Abkházia e Ossétia do Sul, e rejeita as acusações de que seu partido seja um projeto do Kremlin pelo fato de o magnata ter muitos negócios com aquele país. Todas as pesquisas indicam que o novo partido será o grande rival do Movimento Nacional Unido, liderado por Saakashvili, nas eleições legislativas de outubro.

(Com informações da EFE)

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