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Mais de 100 funcionários da ONU foram mortos em Gaza, afirma diretor

Philippe Lazzarini lamentou as mortes e disse que "a UNRWA está de luto, os palestinos estão de luto, os israelenses estão de luto"

Por Da Redação
10 nov 2023, 16h43

O diretor da agência das Nações Unidas para refugiados palestinos (UNRWA), Philippe Lazzarini, declarou nesta sexta-feira, 10, que mais de 100 funcionários da entidade foram mortos nas investidas de Israel contra militantes do grupo palestino Hamas em Gaza.

“Devastado. Mais de 100 colegas da UNRWA foram mortos em um mês. Pais, professores, enfermeiros, médicos, pessoal de apoio. A UNRWA está de luto, os palestinos estão de luto, os israelenses estão de luto”, afirmou Lazzarini na plataforma X, antigo Twitter.

Ele disse à Reuters que “alguns trabalhadores foram mortos na fila para comprar pão, enquanto outros morreram junto com suas famílias em suas próprias casas”.

+ ONU acusa tanto Hamas quanto Israel de cometerem crimes de guerra

O número de mortes registradas desde o início das investidas militares das Forças de Defesa Israelenses (IDF) na cidade sitiada entre colaboradores da organização é o maior em um único conflito.

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”Eles representam o que está acontecendo com o povo de Gaza, acontece que trabalham para a ONU. Eles e todos os outros civis na Faixa de Gaza nunca deveriam ter sido mortos”, apontou a diretora de Comunicações da UNRWA, Juliette Touma.

Segundo as Nações Unidas, na próxima segunda-feira os seus funcionários do mundo todo vão prestar um minuto de silêncio e suas bandeiras serão hasteadas a meio mastro em homenagem às vítimas do confronto.

De acordo com as regras da instituição, os funcionários teriam direito a um seguro de vida, destinado aos familiares, mas a UNRWA enfrenta dificuldades financeiras antes mesmo do início dos embates, e não sabe se vai conseguir honrar com os compromissos até o fim deste ano.

A UNRWA foi fundada em 1949, após a primeira guerra árabe-israelense, e se dedica a prestar serviços públicos, como saúde, escola e outras ajudas humanitárias. Dentre os mais de 5 mil servidores da agência que atuam em Gaza, muitos deles são refugiados palestinos.

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Na quarta-feira, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou  que tanto o Hamas como Israel cometeram crimes de guerra desde que entraram em conflito no mês passado.

“As atrocidades perpetradas por grupos armados palestinos em 7 de outubro foram hediondas, brutais e chocantes, foram crimes de guerra – assim como a prisão contínua de reféns”, disse Türk.

Ele acrescentou: “A punição coletiva de civis palestinos por parte de Israel constitui também um crime de guerra, tal como a retirada forçada ilegal de civis [de seus lares].”

Türk também instou ambos os lados a concordarem com um cessar-fogo com base em três imperativos de direitos humanos: a entrega de ajuda humanitária a Gaza, a libertação de reféns pelo Hamas, bem como a implementação de “um fim duradouro à ocupação, baseado nos direitos dos palestinos e dos israelenses à autodeterminação e aos seus legítimos interesses de segurança.”

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Em resposta, os militares israelenses afirmaram que seus ataques estão sujeitos ao direito internacional, mas que “danos incidentais esperados a civis e propriedades civis não são excessivos”.

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