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Mais de 10 mil jihadistas do EI foram mortos em 9 meses de campanha da coalizão

Informação foi dada pelo subsecretário de Estado americano Antony Blinken. Ele disse que o plano de combate ao EI tem três anos de duração e o trabalho apenas começou

Por Da Redação 3 jun 2015, 10h46

Mais de 10.000 jihadistas do Estado Islâmico (EI) foram mortos desde que a aliança internacional liderada pelos Estados Unidos iniciou uma campanha contra o grupo radical, há nove meses, no Iraque e na Síria, disse nesta quarta-feira o subsecretário de Estado americano Antony Blinken. Após encontro da coalizão em Paris, Blinken disse que houve um grande acordo sobre progresso na luta contra o Estado Islâmico, mas o grupo continua resistente e capaz de realizar ataques de grandes proporções na Síria e no Iraque. “Vimos muitas perdas dentro da estrutura do Estado Islâmico desde o começo desta campanha, mais de 10.000”, disse Blinken à rádio France Inter. “Isto vai acabar tendo um impacto, mas ainda é cedo para fazermos uma análise mais precisa”, acrescentou.

Nesta terça, Estados ocidentais e árabes que realizam ataques aéreos contra militantes do grupo extremista apoiaram o plano do Iraque de retomar territórios, após serem acusados pelo governo iraquiano de não fazerem o suficiente para ajudar Bagdá a retirar os insurgentes. “No início desta campanha falamos que iria demorar”, disse. “Fizemos um plano de três anos e estamos há nove meses nele”, justificou Blinken, que participou da reunião substituindo o secretário John Kerry, que se recupera de um acidente de bicicleta.

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Reunião em Paris – Cerca de vinte ministros da coalizão se reuniram com o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, em Paris, em parte para convencer seu governo, liderado por xiitas, a reparar as relações com a minoria sunita do Iraque a fim de fortalecer sua campanha contra o EI, também sunita. Apesar da demonstração de unidade, Abadi pareceu rejeitar sugestões que Bagdá estava dando pouca atenção à reconciliação com os sunitas. Ele disse ainda que o mundo “falhou” com o Iraque, salientando o significativo número de voluntários estrangeiros que se aliaram ao Estado Islâmico entrando no Iraque a partir de outros países da coalizão.

No mês passado, o governo iraquiano teve seu pior revés militar em quase um ano, quando o EI capturou Ramadi de um Exército debilitado. A capital da província esmagadoramente sunita de Anbar fica 90 quilômetros a oeste de Bagdá. Desde então, tropas governamentais e milícias xiitas aliadas têm conquistado posições ao redor de Ramadi. Muitos iraquianos sunitas não gostam do Estado Islâmico, mas também temem grupos xiitas depois de anos de luta sectária sangrenta. O plano para retomar Ramadi inclui acelerar o treinamento e equipamento de tribos sunitas locais em coordenação com as autoridades de Anbar, ampliar o recrutamento para o Exército iraquiano e garantir que todas as forças associadas atuem sob o comando de Bagdá.

(Da redação)

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