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Maioria nos EUA está envergonhada de gestão da pandemia pelo governo

Pesquisa divulgada pela CNN leva em conta o posicionamento político dos entrevistados; 51% dizem estar muito bravos com a Casa Branca

Por Da Redação Atualizado em 19 ago 2020, 11h21 - Publicado em 19 ago 2020, 11h13

Segundo uma pesquisa de opinião feita pela consultoria SSRS e divulgada pela emissora americana CNN nesta quarta-feira, 19, quase sete em cada dez americanos se dizem envergonhados com a resposta do governo do presidente Donald Trump à pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

O descontentamento com a situação no país também subiu. Dos que se dizem zangados com a maneira que o governo está lidando com a pandemia no país, cerca de oito em cada dez entrevistados – 51% – dizem estarem muito bravos. Esse é o maior índice registrado pela CNN, que desde 2008 realiza essa pergunta em pesquisas periódicas. O recorde anterior era de 35%, alcançada tanto em 2008 quanto em 2016, durante o governo de Barack Obama.

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Para 55% dos entrevistados, o pior da pandemia, que já vitimou mais de 170.000 americanos, ainda está por vir. Com a interiorização do vírus, saindo das grandes capitais para as pequenas cidades, 67% das pessoas disseram que conheciam alguém que fora infectado pela doença.

Os 76% dos que se definiram como democratas e 58% como independentes são os que mais são pessimistas quanto ao cenário da pandemia. Já os republicanos são os mais otimistas: apenas 26% ainda acreditam que o pior está por vir. A volta à normalidade também é discrepante, uma vez que 82% dos republicanos e 18% de democratas dizem estar confortáveis em voltar às antigas rotinas.

  • Trump apenas se sobressai na avaliação sobre sua gestão da economia do país, que vive uma das piores recessões da história. Seu trabalho é avaliada positivamente por 51% dos entrevistados. No entanto, dos 49% que desaprovam, 43% acreditam que a economia está piorando, um aumento de 8% em relação ao que foi registrado em junho.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 15 de agosto e entrevistou 1108 pessoas – das quais 987 são registradas para votar – por telefone e pessoalmente. Os resultados possuem margem de erro de 3,7% para mais ou para menos e as perguntas levaram em conta o posicionamento político dos entrevistados.

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