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Maioria dos escoceses não quer independência

Entre cidadãos que já têm uma opinião definida sobre o referendo, 57% são favoráveis a permanecer ligados à Grã-Bretanha, diz pesquisa

Por Da Redação - 9 fev 2014, 18h05

Pesquisa conduzida pela empresa Panelbase e encomendada pelo jornal Sunday Times, concluiu que, entre aqueles que têm opinião formada sobre a a possível independência da Escócia da Grã-Bretanha, 43% são a favor e 57%, contra. A pesquisa também mostrou que 51% dos entrevistados acreditam que a independência escocesa se traduziria em impostos mais altos para custear serviços públicos e apenas 26% creem que não haverá nenhuma grande mudança. Somente 17% são a favor de pagar impostos maiores para obter serviços públicos mais eficientes.

Em outra pesquisa divulgada neste domingo, a economia apareceu como o assunto mais importante para os eleitores escoceses que se preparam para votar em um referendo sobre a independência da Escócia neste ano. Os cidadãos escoceses decidirão em 18 de setembro se o país, que tem uma população de pouco mais de 5 milhões de habitantes e é fonte de petróleo no Mar do Norte, deve encerrar sua união de 307 anos com a Inglaterra e deixar a Grã-Bretanha.

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A pesquisa, conduzida pela TNS em janeiro e feita com mais de mil entrevistados presencialmente, concluiu que os eleitores colocam a economia à frente da assistência social, a moeda, a imigração e a aposentadoria quando questionados sobre o que era mais importante para eles. O líder escocês Alex Salmond, que encabeça o movimento pela independência, afirmou que os escoceses saberão administrar a própria economia e insiste que a Escócia tem direito a parte dos ativos britânicos. Isso significaria utilizar a libra e o banco central britânico, o Banco da Inglaterra, como fiador dos empréstimos em última instância, algo que o governo britânico não parece querer aceitar.

Salmond avisou que sem parte dos ativos britânicos, a Escócia independente deverá, por outro lado, lavar as mãos e não assumir a sua parte nas obrigações britânicas como uma dívida pública de 1,2 trilhão de libras.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, discursou, emocionado, em favor da manutenção da Escócia na Grã-Bretanha, avisando que o voto pela independência do país irá diminuir a capacidade britânica de influência em todo o mundo e ainda minar a estabilidade política e financeira da nação.

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(Com agência Reuters)

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