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Maior tensão em Gaza desde agosto mata 21 palestinos

Por Da Redação
12 mar 2012, 09h11

Pelo menos três palestinos morreram em bombardeios realizados nesta segunda-feira pelo Exército israelense em Gaza, o que eleva a 21 o número de mortos e a mais de 70 os feridos desde sexta-feira, quando começou a maior onda de violência na região desde agosto.

No bombardeio desta segunda, morreu um menor de idade, Nayif Shaban Qarmut, de 17 anos, atingido em Beit Lahiya por um míssil lançado por aviões de guerra israelenses. Os outros dois mortos são Rafat Abu Eid e Hamada Salman Abu Mutlaq, ambos de 24 anos e integrantes do braço armado da Jihad Islâmica. Outras quatro pessoas ficaram feridas no mesmo bombardeio.

Abu Eid foi morto em um bombardeio aéreo contra a motocicleta de três rodas na qual viajava em Khan Yunes, no sul de Gaza, onde também ficou ferido um miliciano do mesmo grupo e uma mulher que passava pelo local, disseram testemunhas. Horas depois, Abu Mutlaq foi morto em um ataque aéreo contra um grupo de milicianos próximo a uma mesquita em um povoado ao leste de Khan Yunes.

O Exército israelense informou, em comunicado, que sua Força Aérea atacou “um armazém de armas e quatro pontos de lançamento de foguetes no norte da Faixa de Gaza, além de outro local de lançamento no sul da faixa”. Durante a noite, as milícias palestinas lançaram cerca de 20 foguetes, mas não causaram danos nem vítimas em Israel. Os ataques são, segundo a nota do Exército, “uma resposta direta ao contínuo disparo de foguetes contra o sul de Israel”.

As cidades israelenses em um raio de 40 quilômetros ao redor da faixa (no litoral ocidental do centro do país) estão em estado de emergência e cerca de 200.000 crianças e estudantes israelenses não irão a seus colégios e centros de estudo.

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Contexto – O assassinato do secretário-geral dos Comitês de Resistência Populares em um ataque aéreo israelense na sexta-feira iniciou uma onda de violência que deu lugar a uma chuva de foguetes por parte das milícias palestinas e ataques israelenses em represália. Trata-se da maior escalada de violência na faixa e em seus arredores desde agosto e a segunda após o fim da operação Chumbo Fundido, em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, na qual morreram mais de 1.400 palestinos, a maioria civis.

No domingo, os Comitês de Resistência Populares e a Jihad Islâmica rejeitaram uma trégua para negociar com o Hamas, o movimento islamita que governa a faixa, com o argumento de que ainda precisam de tempo para vingar a morte de seus companheiros. O Executivo do Hamas enviou ao Cairo uma delegação especial liderada por seu braço direito, Mahmoud Zahar, para convencer os dois grupos armados a parar com as hostilidades.

O Egito está em uma “corrida contra o tempo” para conseguir um cessar-fogo, disse seu embaixador em Ramala, Yasser Othman, que classificou como “injustificável” a ofensiva israelense.

(Com agência EFE)

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