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Magnata russo pode ter morrido enforcado, diz polícia

Exame não apontou sinais de briga antes da morte, afirmam autoridades

Por Da Redação - 25 mar 2013, 21h14

O magnata e opositor russo Boris Berezovski pode ter morrido enforcado, afirmou a polícia britânica nesta segunda-feira. “Os resultados de exames pós-morte apontaram que a causa da morte é consistente com enforcamento”, disse a polícia, em comunicado. “O patologista não encontrou nada que indique luta violenta”.

A polícia informou ainda que testes mais aprofundados serão realizados, incluindo exame toxicológico. As investigações na mansão do magnata também vão continuar nos próximos dias. As autoridades já haviam dito que não havia indicação de que uma terceira pessoa estava envolvida na morte.

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O magnata de 67 anos foi encontrado morto em sua casa na Grã-Bretanha no último sábado. O corpo foi retirado da mansão localizada em Ascot, perto de Londres, no domingo.

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Berezovski emigrou para a Grã-Bretanha no ano 2000. Nos anos 90, ele fez fortuna com a privatização de propriedades estatais depois do colapso do comunismo na União Soviética. O russo sobreviveu a várias tentativas de assassinato, incluindo uma explosão que atingiu seu motorista. Em 2003, ele conseguiu asilo político na Grã-Bretanha, sob o argumento de que sua vida estava em perigo na Rússia.

Alguns dos sócios de Berezovski levantaram a hipótese de suicídio dizendo que ele estava profundamente deprimido depois de perder bilhões de dólares em um processo no ano passado contra outro magnata russo, Roman Abramovich, dono do time de futebol Chelsea.

No Brasil, ele foi apontado como um dos articuladores da parceria feita em 2004 entre o Corinthians e o grupo de investidores Media Sports Investment (MSI), do qual seria o principal acionista. Essa união levou ao clube jogadores como Carlitos Tévez, Javier Mascherano e Nilmar. O Ministério Público chegou a pedir a prisão do magnata, em 2007, por lavagem de dinheiro.

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(Com agência Reuters)

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