Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Maduro participa de marcha ao lado de militares: ‘É hora de lutar’

Venezuelano pediu que soldados sejam 'leais' ao enfrentar as 'tentativas de golpe' da oposição liderada por Juan Guaidó e dos Estados Unidos

Por Da redação Atualizado em 2 Maio 2019, 11h49 - Publicado em 2 Maio 2019, 11h20

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participou nesta quinta-feira, 2, de uma marcha ao lado de militares da Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) em Caracas. O movimento foi transmitido ao vivo em emissoras de rádio e TV e pelas redes sociais.

Aos militares, Maduro afirmou que “é hora de lutar e dar exemplo ao mundo”. O chavista também pediu que os soldados sejam “coerentes, leais e coesos” para derrotar as “tentativas de golpe” daqueles que “se vendem por dólares a Washington” e traem o país.

“Sim, estamos em combate, moral máxima nessa luta para desarmar qualquer traidor, qualquer golpista”, disse. Repetindo o slogan “sempre leal, traidores nunca”, o presidente assinalou que não deve haver medo frente à obrigação de desarmar as “conspirações da oposição” e os Estados Unidos.

O presidente convocou o protesto para celebrar o que vem chamando de “fracasso de uma tentativa de golpe de Estado” organizada pelo líder da oposição Juan Guaidó. As imagens mostram milhares de soldados no forte Tiuna, base militar em Caracas e sede do Ministério da Defesa.

Maduro prometeu levar as forças militares “a um nível mais elevado de profissionalismo e efetividade” para evitar os “poderes dissuasivos” dos Estados Unidos. “Mostrem-se para o mundo como a Força Armada Nacional de paz, democrática, constitucional, chavista e, claro, cada vez mais socialista”, disse.

Continua após a publicidade

O presidente discursou ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino. O militar foi acusado por John Bolton, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, de ter negociado com Juan Guaidó a saída de Nicolás Maduro do poder, mas descumprir sua promessa de apoiar o opositor posteriormente.

Além de Padrino, Bolton afirmou que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maikel Moreno, e o comandante da Guarda Presidencial, Iván Hernández Dala, teriam prometido auxiliar a oposição na deposição do presidente chavista, mas voltado atrás durante as manifestações em Caracas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, posa para uma foto com soldados durante cerimônia em uma base militar em Caracas – 02/05/2019 Palácio Miraflores/Divulgação/Reuters

Na terça-feira 30, Juan Guaidó afirmou contar com grande apoio de militares desertores ao regime de Maduro e declarou que tomaria o poder, dando início a uma nova onda de protestos e confrontos entre militares e apoiadores dos diferentes lados.

O opositor convocou a população a sair às ruas todos os dias, até que a ditadura de Maduro seja deposta. Também afirmou que organizará greves escalonadas entre as diferentes categorias de trabalhadores nos próximos dias, até que “uma greve geral seja alcançada”.

Até agora, contudo, nenhum militar de alta patente declarou publicamente seu apoio a Guaidó. O diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Militar da Venezuela (Sebin), o general Manuel Cristopher Figuera, foi preso na terça após a libertação de Leopoldo López, um dos mais conhecidos líderes da oposição venezuelana.

Figuera foi acusado pelo governo de ter jurado lealdade à oposição, mas não se pronunciou oficialmente sobre o caso antes de sua detenção.

(Com AFP)

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês