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Maduro lançará nova ofensiva econômica contra inflação

Desde a aprovação da Lei Habilitante, venezuelano tem carta branca para intervir na organização econômica e política do país

Por Da Redação - 15 abr 2014, 19h12

O presidente venezuelano Nicolás Maduro comunicou nesta terça-feira que uma nova ofensiva econômica será lançada por seu governo no dia 22 de abril como parte de um programa para favorecer a “produção e o abastecimento a preços justos”. O plano foi batizado de PAP, de acordo com o jornal El Universal, e terá como objetivo combater a “guerra econômica” que, segundo a fantasia chavista, foi deflagrada pelos Estados Unidos e a oposição – mesmo pretexto usado para convencer o Congresso a aprovar a Lei Habilitante, que deu carta branca para o venezuelano intervir na organização econômica e política do país sem precisar da aprovação do Legislativo, em novembro do ano passado.

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Com a Lei Habilitante, Maduro conquistou autonomia para controlar o comércio, a produção e a importação de alimentos e artigos de primeira necessidade, além de autoridade para impor sanções mais severas – e arbitrárias. As primeiras medidas adotadas por Maduro tiveram como alvo o livre-comércio. O venezuelano culpou gerentes e empresários pela inflação fora de controle, e mais de 50 pessoas foram presas sob a acusação de estarem conspirando para desestabilizar o governo. Além de determinar a prisão de comerciantes, o governo deslocou o Exército para dentro de lojas acusadas de especulação. Os militares garantiram a redução drástica do valor de bens de consumo, como aparelhos domésticos, e fizeram vista grossa quando a população aproveitou a “liquidação bolivariana” para esvaziar as prateleiras das lojas, seja através de compras, seja através de saques em massa.

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Maduro diz que o novo plano econômico terá características diferentes do que entrou em vigor em novembro, embora não tenha revelado detalhes sobre as medidas que tem em mente. A lei será formulada por sua equipe econômica e contemplará “todo o governo e toda a população”, conforme afirmou em uma reunião do conselho de ministros no salão Néstor Kirchner, no Palácio de Miraflores.

Diálogo – A segunda rodada de negociações entre o governo venezuelano e a oposição será realizada ainda nesta terça-feira na sede do governo, em Caracas. Assim como o acordo entre as partes previa, os chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul) chegaram ao país para apoiar o diálogo, entre eles o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo.

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