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Em meio a novo blecaute, Maduro anuncia racionamento

O líder chavista afirmou que o objetivo da medida, que terá duração de 30 dias, é tentar minimizar os problemas provocados pelos apagões

Por Da Redação Atualizado em 1 abr 2019, 06h54 - Publicado em 1 abr 2019, 00h39

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na noite deste domingo, 31, um plano de racionamento de energia, em meio a um novo apagão no país. O líder chavista afirmou, em pronunciamento na televisão, que o objetivo da medida, que terá duração de 30 dias, é tentar minimizar os problemas provocados pelos blecautes – entre eles, o corte dos sistemas de comunicação e de distribuição de água.

O apagão deste domingo, o terceiro dia seguido com cortes de energia no país, foi parcialmente resolvido no fim da tarde. Houve protestos esparsos contra a gestão Maduro por causa da falta de eletricidade.

“Aprovei um plano de 30 dias para ir a um regime de gerenciamento de carga (racionamento)”, disse presidente da Venezuela, na primeira aparição desde a última segunda-feira, quando teve um corte de energia e segue sem estar resolvido totalmente.

  • Maduro reiterou que a instabilidade da energia elétrica se deve a supostos ataques contra o sistema cometidos pela oposição e pelo governo de Donald Trump, que querem “levar o país ao caos, à violência”.

    “O golpe foi diretamente ao sistema de geração e afetou a capacidade de geração (da principal hidrelétrica do país, Guri)”, disse, afirmando que na última segunda-feira a usina foi atingida por rifles de longo alcance que acabaram danificando vários equipamentos.

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    O presidente indicou que conseguiram repor a energia “em alguns lugares mais rápido que em outros, com” quase a totalidade de Caracas reconectada, da mesma forma que boa parte dos estados do sul e o leste.

    Enquanto isso, no oeste do país, a luz segue “intermitente” e algumas comunidades acumulam até 72 horas sem eletricidade.

    Segundo Maduro, a sabotagem constante foi agravada pelas altas temperaturas que facilitam o “incêndio” provocado pelos “terroristas”.

    “Estamos em uma situação grave, estamos lidando com uma situação muito séria”, ressaltou o presidente venezuelano, após reiterar que seu governo avança na restituição do serviço de água potável em todo o país.

    (Com EFE e Estadão Conteúdo)

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