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Maduro anuncia expulsão de americano e difunde teorias conspiratórias

Vice-presidente venezuelano comandou reunião com autoridades do país convocada depois do anúncio sobre a piora no estado de saúde de Chávez

Por Da Redação - 5 mar 2013, 16h07

A teoria da conspiração foi a tônica do discurso do vice-presidente Nicolás Maduro em uma reunião com o comando político e militar da Venezuela convocada depois das informações sobre a piora no estado de saúde de Hugo Chávez. Em meio aos ataques à direita e aos Estados Unidos, Maduro também confirmou que a situação do mandatário apresenta complicações.

No início de sua fala, o vice mencionou o que chamou de “planos conspiratórios” contra o governo de Chávez e sugeriu que a doença do caudilho foi um “ataque” de seus inimigos. “Os inimigos históricos da pátria buscaram o ponto para prejudicar a saúde do comandante. É um tema muito sério que terá que ser investigado”. Há poucos dias, o mesmo Maduro havia dado uma versão diferente para a causa da enfermidade do mandatário, ao dizer que Chávez ficou doente por “trabalhar tanto pela qualidade de vida do povo venezuelano”.

No discurso, Maduro também anunciou a expulsão de um representante americano no país. David Del Mónaco, adido da Força Aérea para a embaixada dos Estados Unidos, participaria de um plano de desestabilização contra o Exército venezuelano, nas palavras do vice. “Emitimos uma nota ao governo americano. Tem 24 horas para deixar a Venezuela. As Forças Armadas devem ser respeitadas”. O Pentágono confirmou a expulsão de Mónaco e também de outro funcionário americano, Devlin Costal. A expulsão do outro americano foi anunciada pelo chanceler Elias Jaua pouco depois do discurso de Maduro. O motivo é o mesmo. “Não vamos admitir interferência estrangeira em nosso país”, disse Jaua, segundo a rede CNN.

Maduro disse ainda que o país é alvo de sabotagens no sistema de energia e atribuiu tanto as frequentes falhas no setor como a escassez de alimentos a “planos desestabilizadores dos inimigos da pátria”.

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Piora – Sobre a saúde do coronel, disse essas são “as horas mais difíceis que temos vivido desde a operação de 11 de dezembro”. “A infecção que está sendo tratada é muito severa, há complicações em seu quadro respiratório e a equipe médica está concentrada em atendê-lo e o povo venezuelano rezando para que o comandante passe por esse momento difícil como tem passado por todos os outros”, acrescentou.

Maduro, disse que a reunião foi convocada para compartilhar as informações sobre a saúde de Chávez e também para discutir as ações do governo “de proteção do nosso povo, para garantir a paz”.

Na noite desta segunda-feira, o ministro das Comunicações, Ernesto Villegas, divulgou um novo comunicado dizendo que Chávez sofreu um agravamento em suas funções respiratórias.

Depois de ser submetido a uma quarta cirurgia para combater um câncer, o mandatário ficou dois meses internado em Cuba, até que, no dia 18 de fevereiro, sua volta a Caracas foi anunciada por meio de sua página no Twitter.

As únicas imagens do coronel desde o início de dezembro foram divulgadas pouco antes do anúncio sobre seu retorno ao país. As fotos de Chávez com as filhas foram divulgadas em rede nacional. No entanto, depois do dia 18, nenhuma outra imagem foi divulgada e opositores passaram a cobrar provas de que ele está vivo.

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