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Maduro ampliará controle de preços e limitará lucros

Após decretar a ocupação militar de uma rede de lojas, presidente venezuelano promete intensificar cerco ao livre-comércio

Por Da Redação 11 nov 2013, 16h55

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, quer intensificar o cerco ao livre-comércio no país. Contando com a aprovação da Lei Habilitante, que lhe dará a permissão para governar por decreto durante um ano, o herdeiro político de Hugo Chávez promete aumentar a perseguição aos empresários, limitar seus lucros e baixar à força os preços de bens de consumo. “Após a Lei Habilitante ser aprovada, vou colocar limites percentuais aos lucros do capital em todas as áreas da economia do aparato produtivo venezuelano”, disse Maduro, em longa mensagem transmitida em cadeia de rádio e televisão neste domingo.

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Valendo-se da rede de propaganda bolivariana, Maduro tem atribuído os problemas financeiros da Venezuela, como a inflação fora de controle, a uma guerra econômica desencadeada por políticos da oposição e pelo “inimigo externo” – americanos e colombianos. Agora, o mandatário perseguirá os empresários sob a acusação de incitarem a especulação de preços. “Vou pedir penas máximas para a especulação, porque temos que equilibrar o funcionamento da economia”, acrescentou.

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No sábado, Maduro ordenou a ocupação militar da cadeia de lojas de produtos eletrônicos Daka. Após a divulgação de que a empresa seria forçada a promover uma espécie de “liquidação bolivariana”, uma multidão de venezuelanos se aglomerou nas lojas para adquirir utensílios com preços camaradas. Cinco gerentes foram presos.

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O comércio venezuelano atravessa uma severa crise de desabastecimento, incluindo alimentos e produtos essenciais, como papel higiênico. Analistas avaliam que a deterioração da economia venezuelana se deve em boa parte à falta de dólares em um país que depende em larga escala das importações. Desde 2003, vigora no país um rígido controle cambial. O dólar no país é cotado oficialmente a 6,30 bolívares, valor que no câmbio paralelo é superado em mais de oito vezes.

(Com agência France-Presse)

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