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Maduro admite que eleição legislativa será ‘difícil’ para chavismo

A aliança opositora lidera as pesquisas de intenção de voto com uma margem de 20 pontos percentuais de vantagem sobre o partido governista. Eleição será em 6 de dezembro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, estimou nesta terça-feira que a ausência do finado presidente Hugo Chávez e a “guerra econômica” farão das próximas eleições na Venezuela as mais difíceis já enfrentadas pelo chavismo. “A revolução está em um processo de renovação muito profundo porque Chávez não está presente fisicamente”, disse Maduro durante seu programa semanal de televisão.

Segundo o presidente, além da ausência de Chávez, “guerra econômica” liderada pela oposição também é uma ameaça. Economistas, analistas e a oposição afirmam que a crise é consequência apenas do fracasso da política econômica do governo, baseada na forte intervenção do Estado, na ineficiência e na corrupção. A Venezuela sofre com o desabastecimento de produtos básicos, a alta da inflação e uma forte desvalorização monetária.

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Os institutos de pesquisas Datanálisis e o Datincorp, os principais do país, apontam uma queda progressiva da popularidade de Maduro, que está com uma aprovação em torno de 20% – enquanto outros quase 80% estão descontentes com seu governo. Segundo o Datanálisis, a oposição – reunida na aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD) – tem 20 pontos de vantagem sobre o chavismo, o que coloca em risco o controle da Assembleia por parte do governo. A eleição legislativa está marcada para o dia 6 de dezembro.

Perseguição à imprensa – Um tribunal de primeira instância de Caracas, segundo a solicitação do presidente do Parlamento do país, Diosdado Cabello, a “condução coercitiva” dos diretores dos meios de comunicação La Patilla, El Nacional e Tal Cual – justamente os três veículos que seguem fazendo uma cobertura independente e crítica ao governo. No documento, divulgado nesta quarta-feira pelo site La Patilla, a Justiça determina que “se faça comparecer à polícia os réus que insistem em não comparecer” à Corte.

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Foram citados no texto do tribunal os diretores do jornal El Nacional, Miguel Henrique Otero e Mariana Otero; do site LaPatilla.com, Alberto Federico Ravell Arreaza e Isabel Ravell Nolk e da publicação Tal Cual, Teodoro Petkoff. Em abril, Cabello, que também é vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), anunciou a apresentação do processo contra acionistas, diretores, conselhos editoriais e donos dos três meios de comunicação citados. Os veículos publicaram a notícia informando que os Estados Unidos estão investigando Cabello por manter laços com um cartel de traficantes de drogas.

(Da redação)