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Pressionado, Macron renuncia à futura aposentadoria; “coerência”

O anúncio ocorre em meio a protestos contra o projeto de reforma do sistema de aposentadorias diferenciadas existente na França

Por Da redação Atualizado em 22 dez 2019, 18h39 - Publicado em 22 dez 2019, 18h36

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou neste domingo (22) a renúncia à aposentadoria a que teria direito ao deixar o governo. O anúncio ocorre em meio a protestos realizados em todo o país contra o projeto oficial de reforma do sistema de aposentadorias existente na França.

Macron, que completou 42 anos no sábado (21), rejeitou beneficiar-se de uma lei de 1955 pela qual os chefes de governo recebem, ao deixar o cargo, pensão vitalícia de cerca de 6.220 euros por mês (cerca de 28.301 reais). O valor é equivalente ao salário de um conselheiro estatal.

  • “Trata-se de [uma questão de] exemplaridade e coerência”, diz o presidente no comunicado oficial. Segundo Macron, de agora em diante, a lei não se aplicará a nenhum futuro presidente e, em seu lugar, será criado um sistema diferenciado no regime universal de pensões por pontos, que está sendo negociado atualmente.

    Em comunicado oficial, Macron disse também que não fará parte do Conselho Constitucional, cargo remunerado ao qual ascendem os ex-chefes do governo francês.

    O projeto de reforma da previdência em negociação na França pretende acabar com os 42 diferentes regimes de aposentadoria existentes hoje e criar um sistema de pontuação com base nos anos trabalhados. Desde o dia 5 deste mês, milhares de pessoas protestam contra a proposta.  Os sindicatos planejam mais atos até o fim de dezembro”, independentemente dos feriados de Natal e ano-novo.

    (Com Agência Brasil)

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