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Macron nomeia nova premiê da França, segunda mulher a ocupar o cargo

Elisabeth Borne sucede Jean Castex, que renunciou ao cargo nesta segunda-feira; ministra e presidente devem anunciar novo governo francês nos próximos dias

Por Duda Gomes Atualizado em 16 Maio 2022, 19h19 - Publicado em 16 Maio 2022, 17h57

O presidente da França, Emmanuel Macron, nomeou nesta segunda-feira, 16, Elisabeth Borne como a nova primeira-ministra do país. Ela sucede a Jean Castex, que renunciou ao cargo também nesta segunda-feira, movimento já esperado após a reeleição de Macron, no mês passado e agora espera-se que, nos próximos dias, a ministra e o presidente anunciem um novo governo francês.

Ao falar sobre o cargo, Elisabeth lembrou da importância de ocupar um alto cargo no governo sendo uma mulher. Em trinta anos, ela é apenas a segunda a ser nomeada primeira-ministra. A primeira foi Édith Cresson, no início dos anos 90.

“Gostaria de dedicar esta nomeação a todas as meninas dizendo-lhes ‘Vá atrás dos seus sonhos!’. Nada deve parar a luta pelo lugar das mulheres em nossa sociedade”, disse.

Borne tem 61 anos e era ministra do Trabalho da França desde 2020. Também já havia ocupado as pastas de Transportes e Transição Ecológica no governo Macron. Nascida em Paris e graduada em engenharia pela prestigiosa Escola Politécnica da capital, ela se define como uma “mulher de esquerda” que luta por “justiça social e igualdade de oportunidades”.

Apesar de fazer parte da ala de centro-esquerda, ela tem em seu extenso currículo algumas polêmicas. Em 2018, quando era ministra do Transporte, deparou com a enorme greve da empresa ferroviária estatal SNCF, que ia contra um plano do governo de Macron de tirar uma série de benefícios dos trabalhadores, que no final foi aprovado.

Já durante a pandemia, enquanto ministra do Trabalho, ela avançou reformas sensíveis, como a do seguro-desemprego, rejeitada unanimemente por sindicatos. Apesar disso, o desemprego no país caiu para o nível mais baixo em quinze anos e a falta de trabalho entre os jovens para o nível mais baixo em quarenta anos.

Por causa desse histórico, alguns políticos de esquerda criticaram a escolha de Borne, como Jean-Luc Mélenchon, terceiro lugar nas eleições presidenciais deste ano. Para ele, que viu no pleito uma oportunidade de formar uma coalizão de esquerda para as eleições legislativas no meio deste ano, a nomeação marca “uma nova temporada de maus-tratos sociais e ecológico”, visto que a nova premiê tem em seu legado “uma redução nos subsídios de 1 milhão de desempregados”.

Para o futuro, a primeira missão da nova primeira-ministra é conseguir que o partido de Macron e seus aliados se saiam bem nas eleições parlamentares em junho, que determinarão qual grupo terá a maioria dos assentos na Assembleia Nacional.

Caso a maioria dos assentos sejam ocupados por aliados de Macron, Borne terá de dar andamento na reforma da Previdência  do país. O presidente francês também prometeu que o novo primeiro-ministro seria diretamente responsável pelo “planejamento verde”, buscando acelerar a implementação da França de políticas relacionadas ao clima.

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