Macron diz que teve reunião ‘muito construtiva’ com Trump sobre Ucrânia e Mar Vermelho
Encontro ocorreu às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e durou cerca de meia hora
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira, 21, que teve uma conversa “muito construtiva” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra na Ucrânia e a situação no Mar Vermelho. O encontro durou cerca de meia hora e foi realizado às margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa nesta terça-feira, 22, em Nova York.
Segundo Macron, os dois discutiram formas de proteger instalações petrolíferas no Mar Vermelho e a necessidade de acelerar o apoio militar à Ucrânia, especialmente no fornecimento de sistemas capazes de interceptar mísseis.
“Conversamos sobre como proteger melhor as instalações petrolíferas no Mar Vermelho e sobre a necessidade de ajudar nossos amigos ucranianos de maneira mais rápida e contundente em termos de interceptadores”, afirmou Macron a jornalistas após a reunião.
O presidente francês disse que Trump foi “muito receptivo” e que os dois puderam discutir em detalhes os conflitos. “Tivemos uma conversa muito boa. Foi muito construtiva”, declarou.
A situação no Mar Vermelho ganhou importância estratégica depois que o Estreito de Ormuz passou a enfrentar restrições à navegação, aumentando a relevância de rotas alternativas para o transporte de petróleo. Ao mesmo tempo, a instabilidade na região do Bab el-Mandeb, passagem estratégica entre o Mar Vermelho e o Golfo de Áden, dificulta a circulação de embarcações.
Guerra na Ucrânia
A reunião ocorre em meio à pressão de países europeus para que os Estados Unidos se envolvam nas negociações sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. Os aliados de Kiev também buscam obter de Washington garantias de segurança que possam ajudar a impedir um novo ataque russo ao território ucraniano.
Macron deve se reunir ainda com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, durante a Assembleia Geral da ONU. O presidente francês chegou a Nova York após uma passagem por Saint-Pierre e Miquelon, pequeno território francês situado diante da costa atlântica do Canadá.





