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Macri admite derrota, parabeniza Fernández e anuncia ‘café de transição’

Presidente diz que exercerá uma "oposição saudável, construtiva e responsável" e planeja um "período de transição que leve tranquilidade aos argentinos"

Por EFE - 28 out 2019, 00h10

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, reconheceu a derrota nas eleições gerais realizadas neste domingo e afirmou que telefonou para o candidato peronista Alberto Fernández para parabenizá-lo pela vitória e convidá-lo para tomarem um café da manhã nesta segunda-feira para iniciarem um “período de transição ordenada”.

Com 96,82% das mesas contabilizadas na apuração extraoficial, realizada pelo Ministério do Interior, Macri tinha 40,50% dos votos, contra 47,98% de Fernández.

Em discurso diante de simpatizantes que se reuniram no quartel-general de sua coalizão, a Juntos pela Mudança, no bairro de Palermo, Macri parabenizou Fernández e disse que havia acabado de falar com ele sobre “a grande eleição que fizeram”.

“O convidei para tomarmos um café da manhã na Casa Rosada, porque há que começar um período de transição ordenada que leve tranquilidade a todos os argentinos, porque aqui a única coisa importante é o futuro e o bem-estar dos argentinos”, destacou.

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Além de agradecer a sua equipe de campanha e a familiares e amigos, Macri disse aos que não votaram em sua chapa que sempre vão encontrar nele alguém “que acredita no diálogo e no respeito às ideias dos demais, por mais que não coincidam”.

“Sempre colocarei o bem comum acima de qualquer coisa”, frisou. Macri declarou que sua legenda exercerá uma “oposição saudável, construtiva e responsável” e que após o muito que foi aprendido nos últimos anos, a próxima etapa “também será uma aprendizagem”.

“Desejo de coração, como todos os que estamos aqui, que seja pelo bem. A Argentina que vem precisa de todos, dando o melhor de cada um”, afirmou.

O ainda presidente – até 10 de dezembro – citou algumas das características que, segundo ele, sua gestão deixa para o sucessor.

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“Outra forma de nos relacionar, outra cultura de poder, forma de governar, de escutar, é algo que conseguimos agora, e temos que cuidar”, enfatizou.

Macri disse ainda que, na oposição, ele e sua equipe defenderão os valores nos quais acreditam, como “a verdade, o diálogo, o respeito pelo outro, a honestidade, a decência”, assim como “a paz e a liberdade” e o compromisso de cuidar da democracia e da República.

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