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Maconha deve ser legalizada como é o álcool, diz Mujica

Presidente uruguaio quer legalizar droga para combater o narcotráfico no país

Por Da Redação
5 jul 2012, 14h51

O presidente do Uruguai, José Mujica, comparou nesta quinta-feira a maconha ao tabaco e ao álcool ao explicar suas ideias sobre a legalização do que chama de “droga leve”. Em uma entrevista concedida à rádio colombiana RCN. Mujica disse que o estado deve realizar a venda da maconha em uma tentativa de não deixar o país ser dominado pelo narcotráfico.

“Será como ocorreu com o tabaco, o álcool, com a prostituição, casos em que os homens não queriam ver o que existia e aprenderam que era melhor organizar o que realmente existe”, disse. Mujica explicou que no Uruguai “nunca vamos legalizar todas as drogas” e insistiu na regularização da “menos prejudicial delas, com certos limites”.

Mujica também acredita que, desta maneira, os atuais viciados em cocaína prefeririam uma “droga leve” como a maconha. “Vamos convencer a opinião pública antes de apresentar um projeto de lei de legalização”, afirmou. Para ele, a existência de viciados é um problema médico, muito menor do que o narcotráfico.

“Temos no Uruguai cerca de 150.000 consumidores de maconha, que de alguma maneira precisam conseguir a droga porque são viciados. O mercado existe. Nós não o inventamos. Nossa tese é que esse mercado seja controlado pelo estado por um preço razoável, registrando-se o que cada um consome”, disse Mujica.

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Criminalidade – Na concepção de Mujica, assim seriam evitados muitos tipos de crimes, pois “o viciado sai para roubar”, o que além de um delito representa mais custos para o estado. “É mais razoável reconhecer este fato e começar a conduzi-lo”, afirmou. Ele ainda informou que existem cerca de 2.000 bocas de fumo em um país de “apenas 3 milhões de habitantes”.

Mujica apresentou em 20 de junho ao Parlamento de seu país uma proposta para legalizar a venda de maconha e conceder ao governo o controle do consumo de entorpecentes. Segundo a iniciativa, que inclui 16 medidas, se o estado for responsável pela venda da substância, um importante lucro dos narcotraficantes seria eliminado.

(Com agência EFE)

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