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Lula prega combate à criminalidade em encontro com o presidente do Paraguai

Por Da Redação 3 Maio 2010, 20h39

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou todo o tipo de criminalidade e defendeu a integração entre Brasil e Paraguai no combate ao narcotráfico na fronteira. A declaração foi feita durante o encontro entre Lula e o presidente paraguaio, Fernando Lugo, nesta segunda-feira, em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, no momento em que cinco departamentos do país vizinho estão em estado de exceção. A medida foi adotada para facilitar a busca por guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Em discurso, Lula se comprometeu a lutar contra tudo que estiver à margem da lei e toda a criminalidade, “tenha ela a cara que tiver”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a necessidade da utilização de um trabalho de “inteligência” no combate ao narcotráfico. “Sabemos que o narcotráfico é uma indústria poderosa, com braço na política, na indústria, no parlamento, na Justiça”, disse ele.

Segundo o presidente, todos os esforços estão sendo feitos para “combater esses criminosos”. Ele ressaltou que o Brasil tem 16 mil quilômetros de fronteira seca e mais oito mil quilômetros de costa. Na sua avaliação, se fosse fácil combater o narcotráfico, os países ricos e poderosos, já teriam acabado com estes crimes.

Lula afirmou ainda ser necessário “atacar também os consumidores de drogas, de forma dura”. Segundo ele, o combate à criminalidade “tem sido feito no Brasil como nunca” e acrescentou que R$ 6 bilhões foram disponibilizados para diminuir a indústria do crime organizado.

Acevedo – O senador paraguaio Robert Acevedo, que ficou ferido em um atentado, no dia 26 de abril na cidade de Pedro Juan Caballero, esteve presente no encontro. Ele pediu ações fortes e investimentos dos dois presidentes na fronteira. O político disse que o narcotráfico está crescendo na região, que comparou às cidades mexicanas de Ciudad Juárez e Tijuana.

A polícia paraguaia acredita que o grupo brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC) esteja envolvido no ataque. O segurança e o motorista do senador morreram.

Estado de exceção – Cinco departamentos do Paraguai estão em estado de exceção desde o dia 25 de abril. A medida – que permite ao Poder Executivo realizar prisões sem ordem judicial, proibir reuniões públicas e impor toques de recolher – foi apresentada ao Congresso pelo presidente Lugo para combater o grupo guerrilheiro EPP.

(Com Agência Estado)

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