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Lula chama de ‘injustificável’ prisão de Thiago Ávila e exige que Israel liberte ativista brasileiro

Presidente reitera que interceptação de flotilha com destino a Gaza em águas internacionais 'já havia representado uma séria afronta ao direito internacional'

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 Maio 2026, 13h23 | Atualizado em 5 Maio 2026, 13h51
Lula chama de ‘injustificável’ prisão de Thiago Ávila e exige que Israel liberte ativista brasileiro Priorize VEJA no Google

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou nesta terça-feira, 5, a respeito do caso Thiago Ávila, ativista brasileiro que participava de uma flotilha humanitária com destino a Gaza e está detido por Israel há cinco dias. Após sua prisão ser prorrogada nesta manhã, inicialmente até o próximo domingo, o petista chamou a ação do governo israelense de “injustificável”.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da Flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, declarou Lula em seu perfil no X (ex-Twitter).

Ele acrescentou que a detenção dos ativistas em águas internacionais “já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, e comunicou que o Planalto, juntamente com o governo da Espanha, que também teve um cidadão detido, “exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”.

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A maior parte dos ativistas da flotilha, que contava com cerca de vinte barcos e 175 pessoas, desembarcou na última sexta-feira na ilha grega de Creta após a interceptação das forças israelenses. No entanto, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek precisaram ser levados para interrogatório.

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Ávila é “suspeito de atividade ilegal”, enquanto Abu Keshek é “suspeito de ligação com uma organização terrorista” — acredita-se que seja a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos, país que acusa a PCPA de “agir clandestinamente em nome” do grupo terrorista Hamas.

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Além de Ávila, outros três brasileiros que participavam da flotilha foram interceptados pelas forças israelenses. São eles Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho, militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e pré-candidata a deputada federal por São Paulo; Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro da Petrobras Transporte, diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros; e a ativista Thainara Rogério.

Flotilha para Gaza

A Flotilha Global Sumud (“sumud” significa “resiliência” em árabe) pretendia levar ajuda humanitária ao território palestino. Os barcos da flotilha que não foram interceptados na semana passada seguiam para a cidade cretense de Ierápetra.

De acordo com o grupo, agentes apontaram armas de assalto para os tripulantes e ordenaram que se deslocassem para a parte dianteira das embarcações. A operação, perto da Ilha de Creta, foi considerada uma distância “sem precedentes” do território de Israel.

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Já o Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que abordou o que chamou de uma “flotilha de propaganda” e alegou ter encontrado “preservativos e drogas” a bordo. A afirmação foi contestada pelo porta-voz do grupo, que classificou a declaração como “desinformação”.

Dois comboios internacionais anteriores, com ativistas como Greta Thunberg e algumas figuras de países latino-americanos, incluindo Thiago Ávila, foram interceptados pela Marinha israelense em frente às costas do Egito e de Gaza em 2025.

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