Clique e Assine por somente R$ 2,50/semana

López: ‘Qualquer atentado contra minha integridade’ será culpa de Maduro

Preso, o opositor usou as redes sociais para convocar uma manifestação pacífica no próximo sábado

Por Da Redação 16 set 2015, 13h21

O político opositor venezuelano Leopoldo López, condenado a quase 14 anos de prisão na quinta-feira passada, responsabilizou o presidente de seu país, Nicolás Maduro, de “qualquer atentado” que ele possa sofrer na prisão. “Faço um alerta à Venezuela e ao mundo que qualquer atentado contra minha integridade pessoal é de responsabilidade de Nicolás Maduro e seus capangas!”, disse em mensagem publicada em sua conta no Twitter.

López, que está preso desde fevereiro de 2014 em um presídio militar, pediu aos venezuelanos para irem às ruas no próximo sábado e participarem de uma passeata convocada por sua família e a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). Ele ressaltou que a mobilização deve ser realizada “de forma pacífica e democrática”.

Leia também

Maduro compara opositor preso ao ditador chileno Pinochet

Guiana pede que Google retire mapas com soberania da Venezuela em Essequibo

Presidente da Guiana diz que Venezuela mantém seu país na pobreza

O político opositor foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão, a maior condenação existente para os delitos de instigação pública, formação de quadrilha, danos à propriedade e incêndio. Os crimes dos que foi considerado culpado estão relacionados aos fatos violentos registrados no final de uma manifestação convocada, entre outros, por ele, em 12 de fevereiro de 2014. No mesmo dia da condenação, seus advogados de defesa anunciaram que apelariam da sentença, que gerou críticas e ao mesmo tempo solidariedade a López e a sua família de vários governos, ex-presidentes, ONGs e artistas.

Na noite desta terça, em seu programa de TV, Maduro comparou López ao ditador chileno Augusto Pinochet. “Nós estamos vacinando a pátria contra um Pinochet”, disse Maduro. Pinochet é responsável por implantar uma das ditaduras mais violentas do continente, que matou mais de 30.000 pessoas entre 1973 e 1990.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade