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Londres não tem morte por Covid pela primeira vez em seis meses

Na contramão da Europa, Reino Unido se prepara para aplicar segundas doses em grande parte de sua população e registra apenas 19 mortes em todo o território

Por Da Redação Atualizado em 29 mar 2021, 15h22 - Publicado em 29 mar 2021, 15h18

Londres não teve nenhum caso fatal de  Covid-19 pela primeira vez em seis meses, segundo estatística divulgada pelo Departamento de Saúde Pública da Inglaterra (PHE, em inglês), no último domingo (28). A última vez em que isso havia ocorrido fora em 14 de setembro, antes da segunda onda avançar sobre o Reino Unido. Ainda de acordo com órgão, em todo o território britânico foram apenas 19 mortes.

Os números de casos e mortes da Covid-19 normalmente são pequenos nas segundas devido à demora das autoridades em reportarem os números dos finais de semana. Mesmo assim os sinais são positivos, visto que a capital chegou a contabilizar mais de 200 óbitos em janeiro.

A notícia chega no momento de afrouxamento das medidas de isolamento na Inglaterra, permitindo, por exemplo, que duas famílias ou grupos de até seis pessoas se encontrem ao ar livre. O país viveu um completo lockdown desde 4 de janeiro, depois que a nova variante mais transmissível foi descoberta no sudeste inglês.

Locais de esportes realizados ao ar livre foram autorizados a reabrir com a capacidade máxima, como quadras de tênis, piscinas e campos de golfe. Casamentos, no entanto, são autorizados apenas em circunstâncias excepcionais com no máximo seis convidados.

O primeiro-ministro Boris Johnson pediu cautela nesse momento de abertura devido à crescente de casos em outros lugares da Europa.

“Eu sei que muita gente tem sentido falta da camaradagem e da competição dos esportes organizados e o quão difícil é restringir atividades físicas – especialmente para as crianças. (…) Sei também que muitos de vocês irão aproveitar o aumento do contato social, com grupos de seis pessoas ou duas famílias podendo se reunir ao ar livre novamente”, diz Johnson.

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O Reino Unido tem o maior número de mortos causados pela Covid-19 na Europa com mais de 126 mil mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

Embora esta segunda tenha maior abrandamento das medidas restritivas desde a volta das escolas no dia 8 de março, muitas empresas continuam fechadas e o governo continua incentivando as pessoas a trabalharem de casa sempre que possível. Além disso, viajar para o exterior ainda está proibido.

A expectativa no país é de que as regras devem ser ainda mais relaxadas durante as próximas semanas, desde que o programa de vacinação do Reino Unido continue em prática e as taxas de infecção não apresentem crescimento.

Mais de 30 milhões de britânicos já receberam doses da vacina, enquanto o Serviço Nacional de Saúde está se preparando para aplicar as segundas doses, de acordo com o Departamento de Saúde do Reino Unido.

A próxima fase da flexibilização deverá ocorrer antes do dia 12 de abril, quando serviços não essenciais poderão abrir novamente. Ao mesmo tempo, restaurantes e pubs estarão permitidos a servir clientes do lado de fora de seus estabelecimentos.

Na contramão do Reino Unido, as taxas de infecção da Europa não param de crescer. Para tentar conter a crescente, a Alemanha planeja novas medidas de distanciamento, mesmo após o fracasso para o grande feriado da Semana Santa. Na França, médicos fazem um alerta para um possível colapso no seu sistema de saúde devido ao aumento do número de pacientes na UTI.

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