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Livro revela inquietação de Elizabeth II com futuro reinado de Charles

'Charles: The Heart of a King' será lançado nesta quinta-feira. Palácio de Buckingham ressalta que livro é biografia não autorizada

Por Da Redação - 4 fev 2015, 20h36

Uma nova bibliografia sobre o príncipe Charles, que será lançada na Inglaterra nesta quinta-feira, reacendeu o debate sobre sua capacidade para assumir o trono. O livro ressalta o temor da rainha Elizabeth sobre o choque que o estilo de monarquia planejado por seu herdeiro pode provocar.

Quando finalmente chegar a sua vez de assumir a coroa, Charles planeja um novo modelo de realeza que criaria uma monarquia menor e abriria as residências reais ao público, segundo a biografia.

“Nos corredores, nos recessos e nos apartamentos particulares do Palácio de Buckingham existe uma ansiedade crescente à medida que o reinado da rainha chega ao que uma fonte interna chama de ‘seu crepúsculo inevitável'”, afirma a autora de Charles: The Heart of a King, Catherine Mayer.

A escritora fez uma breve entrevista com o príncipe, mas a maior parte da obra tem como base informações coletadas de parentes, funcionários, simpatizantes e opositores, que foram mantidos no anonimato.

O pai de Charles, o Duque de Edimburgo, está entre seus críticos mais severos, diz o livro, e acredita que o príncipe tem um “comportamento egoísta” ao colocar suas “paixões cerebrais” à frente de seus deveres na realeza.

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Charles é chamado pelos funcionários de “o chefe”, afirma a autora, mas é tido como uma pessoa insegura, que nem sempre tomou decisões “com sabedoria”, e designou pessoas para dizer o que quer ouvir, em vez de escutar a verdade. Ele também é descrito como uma pessoa com dificuldade para controlar suas numerosas instituições de caridade, assim como seus interesses comerciais.

O Palácio de Buckingham ressalta que o livro é uma biografia não autorizada. “As especulações sobre qual seria o papel do atual príncipe de Gales quando se tornar rei estão no ar há décadas. Não comentamos o tema, e não vamos começar a fazer isso agora”, disse uma porta-voz.

(Com agências France-Presse, Reuters e EFE)

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