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Liga Árabe pede reunião com Ban Ki-moon para que apoie plano para Síria

Cairo, 24 jan (EFE).- O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil el-Araby, solicitou uma reunião com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e pediu apoio do Conselho de Segurança desse organismo ao plano árabe para solucionar a crise na Síria.

Como informaram nesta terça-feira fontes da Liga Árabe, Araby enviou uma mensagem a Ban Ki-moon sobre o Mapa de Caminho aprovado no domingo, no qual pede ao presidente sírio, Bashar al Assad, que transfira seus poderes ao vice-presidente e forme um Governo de união nacional que dirija o país em direção a eleições livres.

Além de consultar à ONU, o responsável pan-árabe pediu aos representantes da Organização da Conferência Islâmica, da União Africana, da União Europeia e do Conselho de Cooperação do Golfo que respaldem a iniciativa.

Araby entrou em contato com vários ministros de Relações Exteriores estrangeiros, entre eles os da Rússia e Turquia, para conseguir seu apoio ao plano.

Enquanto isso, os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) decidiram nesta quarta-feira retirar seus observadores presentes na Síria, após o anúncio da Arábia Saudita no domingo.

A decisão foi adotada ‘em continuação ao derramamento de sangue, o massacre de inocentes e o descumprimento por parte do regime sírio das resoluções da Liga Árabe’, revelou um comunicado do CCG publicado pela agência oficial saudita ‘SPA’.

Na reunião dos ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe no último dia 22 no Cairo, o chefe da diplomacia saudita, Saud al-Faisal, anunciou que seu país havia decidido retirar seus observadores pelo descumprimento por parte de Damasco do plano árabe para frear o derramamento de sangue.

Nessa reunião, os titulares da pasta das Relações Exteriores avaliaram o relatório final dos observadores, que destaca que houve ‘avanço parcial’ por parte de Damasco, mas reconhece que a violência continua.

Os representantes permanentes diante da Liga Árabe farão nesta terça-feira uma reunião urgente na sede da organização no Cairo para abordar a retirada dos observadores do CCG. EFE