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Liga Árabe organiza reunião para discutir conflito entre Hamas e Israel

Israel advertiu que, "se houver necessidade", país está preparado para ampliar ofensiva contra terroristas. Egito exigiu "suspensão imediata" de ataques

O chefe da Liga Árabe, Nabil al Arabi, está organizando uma reunião de emergência entre os ministros de Relações Exteriores do grupo, que deve ser realizada no próximo sábado. O encontro, solicitado por Egito e Palestina, será destinado a discutir a série de ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza, anunciou o subsecretário da organização, Ahmed Ben Hilli.

A ofensiva desta quarta-feira deixou pelo menos nove mortos. Entre as vítimas está o chefe de operações militares do grupo terrorista Hamas, Ahmad Jaabari. “Hoje transmitimos uma mensagem clara à organização Hamas e outras organizações terroristas”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. “E se houver necessidade, as Forças de Defesa de Israel estão preparadas para ampliar a operação. Continuaremos fazendo de tudo para proteger nossos cidadãos.”

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Com o aumento das tensões, Israel deu uma autorização preliminar para a mobilização de tropas militares de reserva. Ministros israelenses, reunidos em Jerusalém, concordaram em “permitir que a Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) recrute forças de acordo com a necessidade e a autorização do ministro da Defesa”, informou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

Segundo o enviado palestino na Organização das Nações Unidas, Riyad Mansour, o governo de Israel está “mobilizando um grande número de forças, inclusive terrestres, com a possibilidade de entrar na Faixa de Gaza”. “Condenamos nos termos mais fortes possíveis esta última agressão contra nosso povo”, indicou, ressaltando que não existe “justificativa alguma” para as mortes de palestinos pelas mãos de forças israelenses.

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EUA e Egito – O presidente israelense, Shimon Peres, informou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a operação. Segundo informação de seu gabinete, Peres disse a Obama que Jaabari era um “assassino em massa” e que sua morte era uma resposta de Israel aos disparos de foguetes palestinos desde Gaza.

Washington, principal aliado de Israel, manifestou seu apoio ao direito de defesa do país. O porta-voz do departamento de Estado, Mark Toner, condenou os disparos de foguetes palestinos contra o sul de Israel, mas pediu ao governo israelense “que aproveite todo o esforço para evitar baixas civis” nas operações no território palestino.

O nova ofensiva israelense foi criticada pelo ministro egípcio das Relações Exteriores, Mohammed Kamel Amr, que exigiu a “suspensão imediata” dos ataques aéreos. Em comunicado, ele também alertou para os “possíveis efeitos negativos sobre a estabilidade regional”.

O Partido da Liberdade e da Justiça, do presidente islamita Mohamed Mursi, indicou que o Cairo não “permitirá mais que os palestinos sejam alvo de uma agressão israelense como no passado”.

O novo governo do presidente Mursi, revertendo a política do antecessor Hosni Mubarak, estabeleceu um relacionamento próximo com o Hamas e tem tentado mediar uma trégua informal entre Israel e os grupos militantes de Gaza.

(Com Agência France-Presse e Reuters)