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Liga Árabe dá novo prazo à Síria antes de aprovar sanções

Damasco tem até sexta-feira para assinar acordo sobre envio de observadores

A Liga Árabe deu nesta quinta-feira um novo prazo de um dia à Síria para a assinatura do protocolo sobre a missão de observadores árabes que o organismo planeja enviar ao país, e ameaçou Damasco com sanções econômicas caso rejeite a iniciativa. Em reunião extraordinária no Cairo, os ministros das Relações Exteriores árabes decidiram informar ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a decisão para que adote as medidas necessárias para respaldar a organização pan-árabe.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 3.500 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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Os chanceleres árabes decidiram que, se Damasco não assinar o protocolo para o envio de observadores até sexta-feira, o Conselho Econômico e Social árabe se reunirá no próximo sábado para analisar as sanções. Entre as sanções previstas está o fim dos voos à Síria, das transações ao Banco Central sírio e dos tratados financeiros com este país. A Liga Árabe contempla ainda congelar os recursos sírios e cancelar os intercâmbios comerciais governamentais com o Executivo sírio, com exceção das mercadorias estratégicas que afetam o povo sírio.

Se o regime de Bashar Assad aprovar o protocolo, mas não cumprir com o estipulado – interromper os assassinatos e libertar os presos político – o Conselho Econômico e Social fará uma reunião no dia 26 de novembro.

Diálogo – Além disso, o conselho de ministros da Liga Árabe pediu ao regime sírio e à oposição que abra diálogo nacional conforme estipulado pela iniciativa árabe para superar a crise. O objetivo do diálogo é a formação de um governo de união nacional para administrar a etapa transitória e pôr fim a uma crise que se arrasta desde março.

(Com agência EFE)