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Liga Árabe aprova manutenção de missão na Síria com mais observadores

Por Da Redação 8 jan 2012, 17h05

Cairo, 8 jan (EFE).- A Liga Árabe decidiu neste domingo manter sua missão na Síria e aumentar o número de observadores, após apresentar um primeiro relatório no qual constata que a violência continua nesse país.

Em reunião na sede da organização pan-árabe no Cairo, o grupo de contato para a Síria da Liga Árabe decidiu dar mais tempo aos observadores para que completem seu trabalho e aumentar a ajuda destinada à missão.

Os membros do grupo, formado por seis países árabes e presidido pelo Catar, insistiram na ‘importância do apoio político, financeiro e logístico’, e pediram a seus países-membros que aumentem sua ajuda, segundo o comunicado oficial divulgado após a reunião.

Além disso, também decidiram aumentar o número de observadores desdobrados no terreno – atualmente são 150 pessoas.

Em entrevista coletiva após a reunião, o ministro de Relações Exteriores do Catar, Hamad bin Yassin bin Jaber al Thani, destacou que a continuação da missão está vinculada com ‘a aplicação total e imediata do Governo sírio de seus compromissos dentro do plano de trabalho árabe’.

A iniciativa árabe estipula a cessação da violência, a retirada das tropas das cidades e a libertação dos detidos durante a revolta, entre outros pontos.

Segundo disseram à Agência Efe fontes diplomáticas que tiveram acesso ao relatório dos observadores apresentado hoje, este ratifica que ‘as violações de direitos humanos continuam’ na Síria, da mesma forma que os assassinatos e a ocorrência de ‘incidentes armados’.

Os observadores, que começaram a atuar na Síria no último dia 22 de dezembro, puderam ver cadáveres com seus próprios olhos e veículos do Exército circulando na maioria das cidades visitadas, em descumprimento do plano árabe.

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Thani acrescentou que ‘há um avanço parcial, mas não se respeitam os artigos do protocolo’ na Síria, e expressou sua esperança que ‘o Governo sírio tome passos decisivos para deter o banho de sangue’.

O chefe da missão, o general sudanês Mohammed al Dabi, deverá apresentar um novo relatório no final do primeiro mês de trabalho ao secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al Arabi, e este irá remetê-lo ao grupo de contato.

A previsão é que este documento seja publicado no próximo dia 19 de janeiro, e que nesse dia e no seguinte se reúnam o grupo de contato sobre a Síria e os ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe.

Na reunião de hoje no Cairo, a comissão ministerial para a Síria também decidiu que Al Arabi manterá contato com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para tratar da situação da missão.

Fontes diplomáticas informaram anteriormente que durante o encontro haviam surgido diferenças entre os membros da comissão ministerial, já que alguns se mostraram partidários da participação da ONU na missão e outros rejeitaram esta possibilidade.

Neste sentido, Al Arabi ressaltou na entrevista coletiva junto ao chefe da diplomacia catariano que ‘a solução à crise deve ser alcançada no marco árabe’.

Thani indicou que não foi aprovado o envio de membros da ONU à Síria, mas ‘há um acordo para que (este organismo) ofereça treinamento à missão de observadores árabes’.

O grupo de contato para a Síria pediu ao Governo sírio e aos diferentes grupos armados que detenham imediatamente todo tipo de violência e à oposição que apresente sua visão política sobre a próxima etapa.

Enquanto estas reuniões aconteciam no Cairo, a violência voltou a sacudir a Síria, onde 20 pessoas morreram hoje pela repressão das forças leais ao regime de Bashar al Assad, a maioria na província central de Homs. EFE

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