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Líderes políticos gregos buscam acordo sem esquerda radical

Atenas, 14 mai (EFE).- A crucial reunião entre o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, e os líderes de vários partidos políticos do país para conseguir um acordo que forme um governo de coalizão começou nesta segunda-feira sem a presença da segunda legenda mais votada nas últimas eleições, a esquerdista Syriza, e será retomada nesta terça.

Papoulias convidou os líderes dos partidos considerados pró-europeus: a conservadora Nova Democracia (ND), a esquerdista radical Syriza, o social-democrata Pasok e o centro-esquerdista Dimar. No entanto, Alexis Tsipras, líder do Syriza, decidiu não participar da reunião.

‘O presidente do Syriza não tem a intenção de participar do encontro seletivo de líderes políticos’, indicou a formação esquerdista em comunicado.

Em lugar disso, Tsipras propôs a realização de uma reunião de todos os partidos que obtiveram representação parlamentar nas eleições de 6 de maio, com a exceção do partido neonazista Aurora Dourada.

Até o momento, a conservadora Nova Democracia, o social-democrata Pasok e Dimar chegaram a um princípio de acordo para formar um Gabinete que mantenha o país na zona do euro e renegocie os compromissos de austeridade com a UE.

De fato, Tsipras lembrou que ND, Pasok e Dimar já contam com uma maioria suficiente para formar governo (168 deputados de uma câmara de 300). Por isso, se assim o considerarem, deveriam proceder à formação de um Gabinete.

‘Eles têm a maioria, que sigam adiante. O requerimento de que o Syriza participe e salve o próprio acordo programático (de ND, Pasok e Dimar) não tem precedentes e não é razoável’, criticou o jovem líder esquerdista.

Os demais partidos culparam Tsipras pelo ponto morto em que a Grécia se encontra atualmente, sem a possibilidade de formar governo.

‘Não parece que vá conseguir (um acordo de governo) porque contraria os planos eleitorais a curto prazo do Syriza’, criticou Fotis Kouvelis, líder do Dimar, em referência às intenções de voto das recentes pesquisas, que apontam a esquerda radical como primeiro partido. EFE