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Líderes mundiais reagem ao acordo nuclear iraniano

Para o presidente russo Vladmir Putin, após a conclusão do pacto, o mundo pode respirar com 'grande alívio'. Cameron disse que o acordo faz do mundo 'um lugar mais seguro'

Após meses de negociações, o Irã e o grupo de seis potências lideradas pelos Estados Unidos chegaram nessa terça-feira a um acordo final para conter o programa nuclear de Teerã, enquanto as sanções internacionais são aliviadas gradualmente. Apesar do grande criticismo em relação ao acordo, a resolução é um marco histórico e de profundo impacto geopolítico e econômico, principalmente no Oriente Médio. Líderes ao redor do mundo reagiram ao fim das negociações de diferentes formas, mas a opinião geral é de que as definições trarão maior estabilidade na região e segurança para o mundo, mas exigirão grande cuidado e fiscalização.

David Cameron, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, afirmou que o pacto faz do mundo “um lugar mais seguro”. “Após uma persistente diplomacia e duras sanções, a comunidade internacional conseguiu um acordo histórico com o Irã, um pacto que garante nosso objetivo fundamental de evitar que o Irã desenvolva uma arma nuclear”, disse. A importância, complexidade e dificuldade de todo o processo de negociações, que durou 18 meses, é comprovada pelo tempo despendido pelo Secretário de Estado americano, John Kerry, nas conversações. Kerry permaneceu por quase três semanas em Viena, período mais longo de negociação de um secretário desde a II Guerra Mundial, sete décadas atrás.

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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha e líder da delegação alemã nas negociações, Frank-Walter Steinmeier, garantiu que está diante de “um dia histórico”, pois o compromisso alcançado entre Estados Unidos, Alemanha, França, Grã-Bretanha, China, Rússia e Irã “poderia ser um grande passo rumo a um Oriente Médio mais pacífico”. No entanto, o diplomata alemão se mostrou cauteloso: “Nem todos os problemas relacionados com o Irã foram eliminados com este acordo” e “não se pode descartar que os críticos do pacto tentem agora sabotar a sua implementação”.

O presidente russo, Vladimir Putin, comemorou o compromisso alcançado em Viena e disse que o mundo pode respirar com “grande alívio”. O Vaticano reagiu positivamente à resolução, com seu porta-voz, Federico Lombardi, afirmando que trata-se de “um resultado importante das negociações realizadas até a presente data, mas que requer a continuação do esforço e do compromisso de todos para que dê frutos”. A Santa Sé mantém relações diplomáticas com Teerã e é favorável há tempos à aproximação entre as grandes potências e o Irã.

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A Organização das Nações Unidas também expressou seu apoio ao acordo em um comunicado oficial. O secretário-geral, Ban Ki-moon, afirmou que a ONU “está disposta a cooperar plenamente com as partes envolvidas para aplicar este acordo importante e histórico”, e que espera que a resolução conduza a maior cooperação sobre os “muitos e graves desafios que a segurança no Oriente Médio enfrenta”.

(Da redação)