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Líder rebelde congolês Ntaganda alega inocência no tribunal

As acusações são de assassinato, estupro, saques e recrutamento de crianças soldados no leste da República Democrática do Congo nos anos de 2002 e 2003

Por Da Redação 26 mar 2013, 10h49

O líder rebelde Bosco Ntaganda, acusado de atrocidades no leste da República Democrática do Congo em 2002 e 2003, alegou inocência nesta terça-feira, ao comparecer pela primeira vez ao Tribunal Penal Internacional (TPI). “Me informaram dos crimes, mas me declaro inocente”, afirmou, até ser interrompido pela juíza Ekaterina Trendafilova. Ela destacou que o objetivo da primeira audiência não consistia em uma declaração de culpado ou inocente.

Conhecido como “Terminator” (“Exterminador”), Ntaganda era procurado por assassinato, estupro, saques e recrutamento de crianças soldados, entre outras acusações, cometidos pelas Forças Patrióticas para a Libertação do Congo (FPLC) no leste da RDC em 2002 e 2003. A audiência de apresentação formal de acusações foi adiada para o dia 23 de setembro.

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Guerra – O leste da República Democrática do Congo, rico em minerais, enfrenta graves conflitos desde 1994, quando mais de 1 milhão de hutus ruandeses atravessaram a fronteira após o genocídio. Cerca de 800.000 pessoas, a maioria deles tutsis, foram assassinados pelo regime hutu.

Ruanda invadiu duas vezes o vizinho, com a desculpa de que tentava tomar medidas contra os rebeldes hutus baseados na República Democrática do Congo. Uganda também enviou tropas para o país durante a II Guerra do Congo, entre 1997 e 2003. A luta armada em curso é liderada por combatentes do ex-grupo rebelde CNDP, do general Ntaganda, que foi integrado no Exército nacional congolês em 2009 como parte de um acordo de paz.

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(Com agência France-Presse)

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