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Líder palestino em greve de fome é flagrado comendo na cadeia

Marwan Barghouti está em greve contra as supostas más condições das prisões israelenses

Por Da redação Atualizado em 8 Maio 2017, 13h00 - Publicado em 8 Maio 2017, 12h59

Marwan Barghouti é um dos principais expoentes da facção palestina Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, que cumpre cinco penas de prisão perpétua em Israel. Barghouti dizia estar em greve de fome há três semanas mas foi filmado comendo em sua cela. Os serviços prisionais israelenses divulgaram duas filmagens que mostram Barghouti comendo biscoitos em segredo no dia 27 de abril e uma barra de chocolate no dia 5 de maio.

O político palestino faz parte do grupo de mais de 890 prisioneiros que recusam alimentos desde 17 de abril em protesto contra o que eles chamam de más condições das prisões israelenses. Os presos divulgaram uma lista com demandas a serem cumpridas para que abandonem a greve, entre elas melhores serviços médicos, visitas familiares mais frequentes e o fim das detenções sem julgamento.

As filmagens divulgadas pelo serviço prisional de Israel têm 9 minutos de duração. A primeira parte, de 27 de abril, mostra Barghouti abrindo um envelope e entrando no banheiro de sua cela. Segundo as autoridades israelenses, o envelope continha biscoitos.

A segunda parte mostra o homem abrindo outro envelope no dia 5 de maio. Dessa vez, ele se dirige até o banheiro e é possível vê-lo colocando em sua boca um pedaço do que os serviços prisionais afirmaram ser uma barra de chocolate ou de cereais. Ele aparece também comendo um pacote de sal.

“Essa greve de fome nunca foi sobre as condições dos terroristas condenados, que atendem os padrões internacionais”, afirmou o ministro de Segurança Pública de Israel, Gilad Erdan. “Barghouti é um assassino e hipócrita que incitou seus companheiros prisioneiros a fazer greve e sofrer enquanto ele comeu em suas costas. ”

Um dos caciques da organização política palestina Fatah, Marwan Barghouti foi preso por Israel em 2002, sob acusação de terrorismo, e sentenciado a cinco penas de prisão perpétua em 2004, depois de ser condenado por múltiplos assassinatos de israelenses. Sua esposa, Fadwa, afirmou que as filmagens são “falsas” e que foram divulgadas com a intenção de prejudicar a moral dos participantes da greve de fome.

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