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Líder do Brexit critica decreto de Trump: Divisório e equivocado

Ministro de Relações Exteriores do Reino Unido disse que veto à entrada de imigrantes de 7 países muçulmanos "estigmatiza pela nacionalidade"

O ministro de Relações Exteriores do Reino Unido e um dos líderes da campanha do Brexit, Boris Johnson, classificou neste domingo a restrição imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à entrada de imigrantes muçulmanos como “divisória e equivocada”. “Vamos proteger os direitos e liberdades dos cidadãos do Reino Unido, aqui e no exterior. É divisório e equivocado estigmatizar pela nacionalidade”, escreveu em sua conta no Twitter o chefe da diplomacia do Reino Unido, país tradicionalmente aliado aos EUA. 

Em menos de dez dias da posse, Donald Trump assinou um decreto que barra a entrada de cidadãos do Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen, nações cuja população é de maioria muçulmana. Logo após a decisão, os imigrantes começaram a ser barrados de chegarem ao país na noite de sexta-feira, o que gerou críticas por parte de lideranças de todo o mundo e protestos nos Estados Unidos. Na noite de ontem, a Justiça dos EUA suspendeu a medida. 

Johnson foi um principais defensores da saída do Reino Unido da União Europeia, medida que é largamente defendida por Trump. A opinião do ministro política anti-imigratória foi emitida depois que a primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou por meio de seu porta-voz que não concorda com a restrição. 

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, também se manifestou hoje, qualificando de “vergonhosa” e “cruel” as medidas de Trump. Em declaração postada em sua conta no Twitter, Khan, o primeiro muçulmano a chegar à prefeitura da capital britânica, disse que as medidas de Trump prejudicam “os valores de liberdade e tolerância sobre os quais os Estados Unidos foram construídos”.

(Com agência Efe) 

Comentários

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  1. Isso não é da conta dele!

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  2. A imigração no passado dava certo, mas nos dias de hoje trazem terrorismo, doenças, acabam com os empregos. (A final, nos EUA existem milhões de desempregados, menos que aqui mas tem).

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