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Líder da Al-Qaeda vive tranquilo na Líbia, diz CNN

Abu Anas al Libi teve papel importante no grupo terrorista na década de 1990 e tem sido visto em Trípoli. EUA tem mandado de prisão expedido contra ele

Um dos mais importantes integrantes da Al Qaeda, indiciado por envolvimento em atentados terroristas contra duas embaixadas americanas, vive tranquilamente na Líbia, segundo fontes de inteligência ocidentais, divulgou nesta quinta-feira a rede CNN.

Abu Anas al Libi Abu Anas al Libi

Abu Anas al Libi (/)

Abu Anas al Libi, de 48 anos, tem sido visto na capital Trípoli, informaram as fontes, que acrescentaram que não está claro se o governo líbio está consciente de sua presença no país. Um oficial do exército líbio disse à CNN que não sabia que al Libi estava de volta à capital e supunha que ele estivesse no Afeganistão.

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Apesar de ser procurado pelos Estados Unidos, al Libi dificilmente será enviado pelo governo líbio ao país para responder pelas acusações, pois não existe um tratado de extradição entre os dois países. Analistas consultados disseram que o membro da Al-Qaeda pode não ter sido preso graças a situação de instabilidade em várias áreas do país, onde grupos jihadistas exercem um poder paralelo.

Um relatório preparado em agosto pela Divisão de Investigação Federal dos EUA afirma que enquanto o paradeiro de al Libi era desconhecido, ele estava “muito provavelmente envolvido com o planejamento estratégico da Al Qaeda e fazendo coordenação entre líderes da facção e militantes islâmicos líbios que aderem à ideologia da Al-Qaeda”. A presença dele em Trípoli aumenta a preocupação com a crescente influência que os grupos jihadistas têm no país depois do ataque ao Consulado dos EUA, em Bengasi, que matou o embaixador americano Chris Stevens. Oficiais envolvidos na investigação do atentado disseram que não há evidências de sua participação no ataque.

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Na década de 1990, al Libi era considerado um dos agentes mais capazes da Al Qaeda, especialista em vigilância e em informática. O papel dele começou a ganhar destaque depois do atentado terrorista às Embaixadas americanas em Nairóbi, no Quênia, e em Dar es Salaam, na Tanzânia, em 1998. Nos ataques, morreram mais de 200 pessoas. Os Estados Unidos indiciaram al Libi em 2001 e ofereceram cinco milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão. Investigações apontam que ele era próximo de Osama bin Laden e chegou a seguir o líder do grupo terrorista, quando este mudou-se para Cartum, no Sudão, em 1992.