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Líbia terá governo de transição em 10 dias, dizem rebeldes

Conselho Nacional de Transição afirma que desenvolve plano de ação para promover mudanças econômicas e regionais após o conflito com Kadafi

Por Da Redação 21 set 2011, 06h15

A Líbia terá um governo de transição em, no máximo, dez dias, afirmou nesta terça-feira em Nova York o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mahmoud Jibril.

“Para um país que esteve ausente do processo democrático durante mais de 40 anos, não é preocupante que a formação de um governo leve seu tempo e que requeira consenso”, declarou em entrevista coletiva. Jibril fez estas declarações após a reunião dos ministros de Relações Exteriores do chamado Partenariado de Deauville, realizada à margem da Assembleia Geral da ONU.

O Partenariado foi lançado pelos países do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais rico do mundo e a Rússia) no último mês de maio na cidade francesa de mesmo nome para apoiar o processo de reformas nos países árabes.

Jibril minimizou a importância do atraso no anúncio da formação do novo governo que se esperava na semana passada e apontou que é necessário também estabelecer certa transparência e credibilidade no trabalho do novo governo.

Por sua parte, o ministro de Relações Exteriores francês, Alain Juppé, presente na entrevista coletiva junto aos também ministros de Marrocos, Tunísia, Egito e Jordânia, considerou que às vezes as velhas democracias também levam tempo para formar um governo.

Os ministros do Partenariado de Deauville acordaram em seu encontro em Nova York um plano de ação, cujos eixos fundamentais são reforçar o estado de direito, apoiar a sociedade civil, respaldar a formação profissional e o desenvolvimento econômico e a integração regional e global. Para apoiar essas reivindicações, os ministros se comprometeram a impulsionar um plano de ação que acompanhe as mudanças políticas e econômicas na região.

(com Agência EFE)

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