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Líbia rejeita plano europeu de centros de acolhida para migrantes

União Europeia busca solução para grande volume de refugiados que rumam ao continente de forma ilegal e precária a partir da África e do Oriente Médio

O chefe do Governo líbio de unidade nacional (GNA), Fayez Al-Sarraj, manifestou hoje sua rejeição categórica em instalar centros de acolhida para migrantes na Líbia, como querem os países da União Europeia (UE).

“Somos totalmente contra o fato de que a Europa queira instalar oficialmente, em nosso país, os migrantes ilegais que eles não querem na UE”, afirmou Sarraj, em entrevista ao jornal alemão Bild.

“Tampouco faremos acordos com a UE para assumirmos migrantes ilegais em troca de dinheiro”, insistiu. “Estou muito surpreso que, na Europa, ninguém mais queira acolher os migrantes e que nos peçam para acolher centenas de milhares (deles) aqui”, completou Al-Sarraj, durante uma visita oficial à Tunísia.

O chefe de Governo também pediu aos europeus que pressionem mais os países de origem dos migrantes –em vez de pressionar Líbia–, pois é nesses países que os traficantes de pessoas se aproveitam do caos para lançar um lucrativo negócio.

No final de junho, os países membros da UE, muito divididos sobre a questão migratória, chegaram a um acordo para “explorar” a criação de “plataformas de desembarque” fora da Europa.