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Líbano: Funeral de chefe de inteligência termina em protesto

Oposição diz que não haverá diálogo sem a renúncia do primeiro-ministro Mikati

Por Da Redação
21 out 2012, 11h41

A oposição no Líbano disse neste domingo que um diálogo para superar a crise só será possível com a renúncia do primeiro-ministro, Najib Mikati. A crise foi deflagrada com um atentado em Beirute, na última sexta-feira, que causou a morte do chefe de inteligência Wissam al-Hassan.

“Nenhuma negociação antes de o governo sair. Nenhum diálogo sobre o sangue dos nossos mártires”, disse o ex-primeiro-ministro Fouad al-Siniora a milhares de pessoas que acompanhavam o funeral de al-Hassan.

Soldados foram destacados em grande número para acompanhar o funeral em Beirute, com equipes patrulhando cruzamentos e parando veículos que entravam na região central. O reforço na segurança não impediu que protestos fossem realizados. Logo após o funeral, manifestantes tentaram invadir o palácio do governo e chegaram a atacar outros prédios públicos. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o protesto. Tiros foram ouvidos.

O primeiro-ministro Mikati, um bilionário que conta com o apoio do aliado sírio Hezbollah, disse ontem que pretende permanecer no poder.

Hassan morreu quando um carro-bomba explodiu no bairro de Ashrafiyeh, em Beirute. O atentado matou outras sete pessoas, incluindo um dos guarda-costas de Hassan, e deixou 78 feridos.

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O general Hassan era ligado a Saad Hariri, líder da oposição libanesa hostil ao regime de Bashar Assad na Síria, e era considerado um dos principais candidatos para assumir o comando das FSI no final do ano.

Logo após o atentado, Hariri culpou o regime do ditador sírio pelo atentado. Seu pai, Rafik, morreu há sete anos em um atentado que, segundo seus aliados, teria sido de autoria de Damasco e do grupo terrorista Hezbollah, aliado de Assad.

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Na Síria, o regime do alauíta Assad ofuscou a importância da maioria sunita, acendendo a ira de 74% da população.

O Líbano ainda está se recuperando de uma guerra civil que durou 15 anos. O fim do conflito, em 1990, não significou o fim dos assassinatos e da tensão sectária entre sunitas, xiitas, cristãos e outros. O atentado de sexta aumenta o temor de que o conflito da vizinha Síria esteja se alastrando. No Líbano, comunidades religiosas se dividem entre as que apoiam Assad e aquelas que estão do lado dos rebeldes.

(Com agência Reuters)

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