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Líbano afirma ter detido mulher do chefe do Estado Islâmico

Exército diz que uma das mulheres de Abu Bakr Al-Baghdadi foi capturada quando tentava entrar no país, vindo da Síria, com documentos falsos

O Exército do Líbano afirma ter detido uma das mulheres e uma filha do chefe do grupo terrorista Estado Islâmico, Abu Bakr Al-Baghdadi, quando cruzavam a fronteira vindo da Síria, há nove dias. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelas forças de segurança libanesas, que não revelaram a identidade da mulher.

Um jornal local afirmou que a captura foi realizada em uma operação que contou com “aparato de inteligência estrangeira”. Acrescentou que a mulher tentou entrar no país com documentos falsos.

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A detenção adiciona mais um componente na delicada situação do Líbano, que já vinha enfrentando consequências do conflito na vizinha síria. Membros da Frente Nusra, grupo terrorista filiado a Al Qaeda que combate o regime de Bashar Assad na Síria, e também do Estado Islâmico, exigem a libertação de terroristas mantidos pelas autoridades libanesas em troca da liberação de 27 integrantes das forças de segurança que foram sequestrados em agosto.

Mulheres – Uma descrição do ‘califa’ publicada por simpatizantes do EI nas redes sociais em julho afirma que ele é casado, mas não dá detalhes sobre sua família. Não se sabe ao certo quantas mulheres ele tem – pode ter até quatro, de acordo com a lei islâmica.

No mês passado, o grupo terrorista negou informações de que seu chefe, ou ‘califa’, teria sido morto ou ferido em um ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos na cidade de Mossul, no Iraque. O EI divulgou um áudio que seria de Baghdadi afirmando que os terroristas vão lutar até o último homem.

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O grupo controla um grande território entre o Iraque e a Síria, que faz fronteira com o Líbano no oeste. As forças de segurança libanesas reforçaram sua ação na região fronteiriça e o controle sobre simpatizantes dos jihadistas. Nos últimos meses, vários militantes foram presos sob a acusação de planejarem e realizarem ataques no país com o objetivo de ampliar a influência do EI no país.

(Com agência Reuters)