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Kofi Annan quer reunião com Irã sobre situação da Síria

Visita faz parte da estratégia do enviado de buscar apoio com países da região

Por Da Redação 30 mar 2012, 08h37

O mediador da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, deverá visitar o Irã para abordar a situação de violência na Síria, confirmou nesta sexta-feira em Genebra o seu porta-voz, Ahmad Fawzi. Contudo, ainda não há uma data definida para a reunião.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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“Neste momento, estamos discutindo datas convenientes para todos com as autoridades iranianas. Annan pretende ir a Teerã, mas isso não está confirmado ainda”, disse o representante do mediador.

O interesse de Annan em visitar o Irã para abordar a crise síria faz parte de sua estratégia de se reunir com as autoridades de países-chave na região e buscar apoio para a sua missão de mediação. Como parte da missão que recebeu, o ex-secretário-geral das Nações Unidas visitou até agora Egito, Turquia, Emirados Árabes, China e Moscou. As próximas duas visitas que planeja são ao Irã e Arábia Saudita.

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A principal mensagem que ele transmite nessas reuniões é da importância da ‘unidade da comunidade internacional por seu plano, que é o único existente’ para pôr fim à violência política na Síria, disse Fawzi. O porta-voz acrescentou que ‘é importante que o massacre termine, que os abusos aos direitos humanos e a violência cessem’, embora também tenha admitido que ‘não podemos dizer qual será o próximo passo se isto não acontecer já’.

Plano – Annan apresentou há mais de três semanas ao governo sírio um plano para deter a violência, com propostas concretas que se centram no fim das hostilidades, na libertação dos presos políticos e no acesso da ajuda humanitária, assim como da imprensa. De acordo com o seu porta-voz, é responsabilidade das autoridades sírias ‘implementar o plano de maneira rápida, efetiva e integral’, o que ‘só pode acontecer se houver unidade na comunidade internacional’.

A imprensa oficial síria divulgou na quinta-feira o conteúdo de uma carta enviada pelo ditador sírio, Bashar Assad, ao grupo de países emergentes (China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul), na qual afirma que fará o possível para aplicar o plano de Annan, mas manifesta suas reservas em relação aos grupos rebeldes, que poderiam ‘se aproveitar’ da situação. Em relação a isso, Fawzi disse que ‘está claro que não vimos o fim das hostilidades e isso preocupa a todos’.

Na próxima segunda-feira, Annan fará uma apresentação desde Genebra por videoconferência ao Conselho de Segurança da ONU sobre os avanços em sua missão.

(Com agência EFE)

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