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Kim Jong-un promete ‘nova arma estratégica’ para a Coreia do Norte

Ditador reclamou de sanções impostas pelos Estados Unidos e sinalizou retomada de testes; negociações entre Trump e o norte-coreano estão estagnadas

Por Da Redação - Atualizado em 1 jan 2020, 16h50 - Publicado em 1 jan 2020, 14h48

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu desenvolver uma “nova arma estratégica” para o país em um futuro próximo. De acordo com a agência estatal KCNA, o discurso aconteceu durante um encontro de quatro dias de Kim com membro de seu partido na capital Pyongyang.

“O mundo vai testemunhar uma nova arma estratégica da Coreia do Norte em breve”, afirmou o ditador na fala em que também criticou a política de sanções dos Estados Unidos contra o regime e a cooperação militar dos americanos com a Coreia do Sul.

As negociações entre Kim e Donald Trump estão estagnadas após o último encontro entre os dois governantes fracassar. A Coreia do Norte pede um alívio maior das sanções americanas diante de sua promessa de abandonar o programa nuclear.

No discurso, Kim disse que não há motivos para o regime seguir comprometido em não realizar testes nucleares ou de mísseis de longo alcance e acusou os Estados Unidos e fazer “exigências semelhantes a gângsteres”. O ditador acrescentou que “o escopo e a profundidade” da meta de desnuclearização do país serão “coordenados dependendo da atitude dos Estados Unidos”.

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Trump

O presidente americano reagiu com moderação às declarações e declarou acreditar que o ditador norte-coreano honrará seus compromissos. “Assinamos um contrato falando sobre desnuclearização. Essa foi a principal palavra, ‘desnuclearização’, redigida em Singapura. Acho que ele é um homem de palavra”, declarou à imprensa referindo-se à primeira cúpula histórica entre os dois dirigentes, realizada em 2018.

As negociações nucleares envolvendo Trump e Kim estavam estagnadas desde o fracasso da cúpula de Hanói, em fevereiro, e a Coreia do Norte havia estabelecido o prazo até o final de 2019 para que os Estados Unidos fizessem concessões.

(Com agência Reuters e AFP)

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