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Kiev pede observadores externos no referendo da Crimeia

Ucrânia pede à Rússia para não vetar o envio de observadores, mas Moscou afirma não reconhecer novas autoridades rebeldes

Por Da Redação 8 mar 2014, 10h07

A Ucrânia pediu neste sábado a presença de observadores internacionais no referendo sobre a reunificação com a Rússia que será realizado na república autônoma da Crimeia, no próximo dia 16, apesar de insistir que não reconhece a legitimidade da consulta.

“Qualquer decisão deste referendo será ilegal e não há mais opções além de protestar e assinalar à comunidade internacional que seus resultados não terão efeito. No entanto, insistimos que estejam presentes observadores internacionais”, disse o ministro interino de Relações Exteriores da Ucrânia, Andrei Deschitsa.

O ministro afirmou, no entanto, que “ainda não há decisão a respeito da União Europeia e da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE)”, entidades que poderiam cumprir essa função.

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A chancelaria ucraniana também pediu à Rússia que não barre as decisões das organizações internacionais sobre o envio de observadores externos. “Acho que há indícios que nos dão esperança. Não nos sentamos para dialogar com os russos, mas pudemos mandar nossa mensagem através de mediadores. A posição russa não é categórica, estão pensando na oferta [ucraniana] e, por isso, há esperança. Mas é cedo para falar do conteúdo da proposta”, declarou Deschitsa.

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O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, se nega a negociar com as novas autoridades da Ucrânia – que Moscou não reconhece. “O assim chamado governo interino [ucraniano] não atua por sua própria vontade e depende, infelizmente, de radicais nacionalistas que tomaram o poder através de insurreição armada”, criticou o chefe da diplomacia russa.

A Crimeia tem uma população de cerca de dois milhões de habitantes, dos quais 60% são russos, 26% ucranianos e 12% tártaros, favoráveis a manter a região dentro da Ucrânia.

(Com agência EFE)

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