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Khamenei pede participação dos iranianos em eleição

País escolhe presidente em votação classificada como injusta pelos EUA

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, pediu um grande comparecimento nas eleições presidenciais desta sexta-feira. Khamenei disse ainda que não “dá a mínima” para as acusações americanas de que as eleições no país não são livres ou justas.

“O que é importante é que todo mundo participe”, disse Khamenei, falando ao vivo na televisão estatal depois de depositar seu voto na capital, Teerã. “Nossa querida nação deve vir com entusiasmo e vivacidade, e saber que o destino do país está nas mãos deles e que a felicidade do país depende deles.”

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Khamenei ridicularizou as preocupações ocidentais sobre a credibilidade da votação. “Recentemente, ouvi que alguém no Conselho de Segurança Nacional dos EUA disse que ‘nós não aceitamos esta eleição no Irã’. Nós não damos a mínima”, disse.

Críticas – Em 24 de maio, o secretário de Estado americano, John Kerry, colocou em dúvida a credibilidade da eleição, criticando a desqualificação de candidatos e acusando Teerã de interromper o acesso à internet. A votação desta sexta-feira é a primeira eleição presidencial do Irã desde 2009, quando a contestada reeleição de Mahmoud Ahmadinejad levou a meses de conflitos na República Islâmica.

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O Conselho dos Guardiães do Irã, órgão estatal que avalia todos os candidatos, permitiu a candidatura de apenas oito dos 686 e barrou concorrentes, incluindo o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, considerado um dos fundadores da República Islâmica e que é visto como simpático a reformas.

Khamenei disse que não falou a ninguém sobre seu favorito à Presidência. “Entre aqueles concorrendo… Eu tenho alguém em mente que escolhi. Eu não disse a ninguém o meu voto. Mesmo as pessoas próximas a mim, como a minha família e as crianças, não sabem em quem eu votei”, disse.

(Com agência Reuters)