Clique e assine com até 92% de desconto

Kerry pede à Venezuela que liberte presos políticos e alivie a escassez

A declaração do secretário de Estado americano acontece na abertura da Assembleia-Geral da OEA em Santo Domingo. Crise na Venezuela é a principal pauta do encontro

Por Da Redação 14 jun 2016, 13h09

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu à Venezuela que liberte os presos políticos, respeite a liberdade de expressão e alivie a escassez de comida que está afetando principalmente a população mais pobre do país. Falando na abertura da 46ª Assembleia-Geral da Organização de Estados Americanos (OEA), em Santo Domingo, o chefe da diplomacia americana declarou que é “profundamente preocupante a situação na Venezuela”.

A declaração, logo no primeiro dia a Assembleia, já dá o tom das discussões que devem pautar o encontro anual da OEA na República Dominicana. Entre hoje e amanhã, os ministros das Relações Exteriores e representantes dos 34 países-membros da OEA (todos do continente americano, menos Cuba) debaterão a crise da Venezuela e a grave situação financeira da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Leia também

Maduro alega fraude e pede suspensão de referendo

Deputados opositores são agredidos durante protesto na Venezuela

Continua após a publicidade

Escassez força venezuelanos a procurarem comida no lixo

A atual assembleia-geral da OEA é uma das que mais expectativas despertou nos últimos anos pelo fato de o secretário-geral do órgão, Luis Almagro, ter dado um passo sem precedentes duas semanas antes, ao pedir a aplicação da Carta Democrática à Venezuela. Esse debate colocou todos os olhares sobre a OEA, que no dia 23 de julho discutirá, em sua sede de Washington, se dá sequência ao processo de invocação da Carta, o que poderia levar a sanções diplomáticas e, em último caso, à suspensão da Venezuela do órgão.

Os países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), liderados pela Venezuela, anunciaram na semana passada que aproveitarão a assembleia-geral para expressar sua rejeição frontal à aplicação da Carta Democrática a Caracas.

Outro tema em pauta é a CIDH, órgão autônomo de direitos humanos da OEA, que vive a pior crise financeira de sua história e terá que demitir 40% de seus funcionários (30 pessoas) em julho e suspender os trabalhos essenciais se não receber até amanhã os 2 milhões de dólares (cerca de 7,5 milhões de reais) necessários para cumprir suas atividades até o fim do ano.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade