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Kerry faz ofensiva diplomática para ação contra Síria

Antes de tentar convencer o Congresso dos EUA, o secretário de Estado, John Kerry, busca amparo da Liga Árabe e do Reino Unido para ataque

Por Da Redação - 8 set 2013, 12h26

O secretário de Estado americano, John Kerry, realiza uma ofensiva diplomática na Europa neste domingo em busca de amparo para ações militares na Síria.

​Em uma semana crucial para os planos dos Estados Unidos de lançar os ataques, Kerry esteve reunido com ministros da Liga Árabe, em Paris, e depois iria a Londres, antes de voltar a Washington na segunda-feira para continuar a busca por apoio nos EUA.

O Congresso americano volta do recesso de verão na segunda-feira para apreciar os planos de ataque do presidente Barack Obama. Além disso, os inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) devem divulgar um relatório sobre o uso de armas químicas.

Washington acusa o regime do ditador sírio Bashar Assad de usar de armas químicas no dia 21 de agosto, o que teria levado à morte de mais de 1.400 pessoas. O confronto continua na Síria, com informações de que as forças rebeldes tomaram o controle da histórica cidade cristã de Maalula, a norte de Damasco.

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Plano de ataque – O Pentágono planeja um ataque de três dias contra a Síria, mais intenso e longo que o previsto originalmente, segundo informa o jornal Los Angeles Times. As autoridades militares americanas planejam agora uma ação intensa com mísseis, seguido por outros menores, contra alvos que não sejam atingidos na primeira forte ofensiva, afirmaram fontes do governo ao jornal.

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Duas fontes entrevistadas pelo jornal afirmaram que a Casa Branca pediu a ampliação da lista de alvos – a primeira relação tinha 50. A decisão foi motivada pelo desejo do governo americano de obter poder de fogo maior e atingir as forças dispersas do regime sírio de Bashar al-Assad.

Os estrategistas do Pentágono consideram usar bombardeiros da Força Aérea, além de cinco destróieres americanos, que atualmente patrulham o Mediterrâneo, para lançar mísseis de cruzeiro e mísseis ar-terra, fora do alcance das forças de defesa sírias, destaca o jornal.

Vídeos – Um comitê do Congresso americano divulgou no sábado vídeos das vítimas sírias de supostos ataques com armas químicas, incluindo muitas crianças.

Os treze vídeos, com imagens fortes, foram exibidos aos membros do Comitê de Inteligência do Senado na quinta-feira, segundo o site do painel, que afirma que “explicitamente pretendem mostrar as vítimas de um ataque com gás químico ou venenoso”.

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Os vídeos mostram cenas de absoluto horror, entre elas a de crianças afetadas por convulsões, assim como homens deitados no chão supostamente vomitando e com espuma nas bocas. As imagens mostram fileiras de corpos de crianças e adultos em uma residência. Outros vídeos exibem um homem vítima de convulsões, uma pessoa que tenta reanimar uma criança, e uma outra, que tenta lavar o rosto de um menor.

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Os vídeos foram selecionados pelo Open Source Center dos Estados Unidos a pedido da senadora Dianne Feinstein, que preside o comitê, para “oferecer uma mostra representativa do conteúdo publicado a respeito do anunciado ataque com armas químicas de 21 de agosto”, afirma o site.

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Os senadores foram informados pelo serviço de inteligência que a autenticidade dos vídeos havia sido verificada, segundo a rede CNN, que divulgou o material. Mas a emissora informou que não teve condições de comprovar a autenticidade do material de forma independente e destacou que os vídeos não mostram quem é responsável pelo ataque. A CNN informou ter comprovado que o governo estava exibindo os vídeos a membros do Congresso como parte do esforço para convencer os congressistas e a opinião pública da pertinência de uma intervenção militar limitada na Síria.

(Com Estadão Conteúdo e AFP)

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