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Ao lado de Kerry, Johnson é pressionado a explicar insultos

O chanceler do Reino Unido já referiu à candidata democrata americana, Hillary Clinton, como uma "enfermeira sádica de hospício"

O novo ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, se encontrou nesta terça-feira com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e teve de enfrentar momentos de saia-justa em função de declarações controversas emitidas no passado. Em entrevista coletiva ao lado do representante americano, Johnson foi pressionado pelos jornalistas a explicar suas “mentiras” e insultos a líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Em 2007, em sua coluna semanal no jornal Daily Telegraph, o ex-prefeito de Londres referiu-se à candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, como uma “enfermeira sádica de hospício”. Johnson também descreveu Obama como meio-queniano e hipócrita.

“Nós podemos passar horas e horas revirando coisas que eu escrevi nos últimos 30 anos”, disse Johnson, e acrescentou que elas foram todas “retiradas do contexto” e insistiu que o foco da entrevista deveria ser a Síria e outras questões discutidas com Kerry.

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Aliados

Na entrevista coletiva, Johnson e Kerry reiteraram o compromisso de uma relação próxima entre os dois aliados após o referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia. Kerry afirmou que os laços entre os dois países são “especiais e inquebráveis” e que nenhuma mudança de governo irá afetar a relação.

O encontro também teve como tema a atual situação na Síria. A dupla deverá se reunir com chanceleres europeus antes de sentarem para discutir a situação do Iêmen com representantes da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.