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Karzai diz que ataques talibãs são culpa de ‘falhas da Otan’

Para presidente afegão, forças de segurança já podem defender o país sozinhas

Por Da Redação 16 abr 2012, 09h22

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse nesta segunda-feira que a violenta onda de ataques realizada pelos talibãs no domingo, com um total de 47 mortes, é culpa das falhas da inteligência no país, especialmente por parte da Otan. Em sua primeira resposta aos crimes, Karzai também elogiou a performance das forças de segurança afegãs, dizendo que elas se provaram capazes de defender o país.

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“A infiltração terrorista em Cabul e outras províncias é resultado de falhas da inteligência para nós, especialmente para a Otan, e deve ser investigada com seriedade”, disse o presidente afegão.

Ofensiva – No domingo, os talibãs realizaram uma série de ataques coordenados em várias partes do Afeganistão, resultando em 47 mortes, sendo 36 delas de insurgentes, três civis e oito membros das forças de segurança. Além das mortes, 40 membros das forças de segurança e 25 civis ficaram feridos nos ataques.

A ofensiva contou com explosões e disparos contra o bairro diplomático na capital, enquanto militantes tomaram vários prédios e tentaram entrar no Parlamento. As embaixadas dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, da Alemanha e do Japão também foram atacadas, além do hotel Cabul Star e vários quartéis-generais da Otan. Fora da capital, os atacantes investiram contra prédios do governo na província de Logar, o aeroporto em Jalalabad, e uma academia de polícia na cidade de Gardez, na província de Paktya.

Os atacantes reivindicaram ser ligados à rede Haqqani, um ramo extremista do grupo talibã acusado de planejar a maioria dos ataques mais violentos em Cabul e conhecido por ter ligações estreitas com a Al Qaeda. Um porta-voz do grupo talibã afirmou que os ataques marcavam o início de sua ofensiva anual de primavera, que anuncia a temporada de combate. Segundo o ministro do Interior afegão, Bismillah Mohammadi, a ação foi realizada por insurgentes que vieram de fora do Afeganistão, em referência às áreas tribais paquistanesas.

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