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Karzai acusa grupo paquistanês de atentado contra xiitas

Presidente afegão pede medidas ao Paquistão para que a “justiça seja feita”

O presidente afegão, Hamid Karzai, acusou nesta quarta-feira o grupo paquistanês Lashkar-e-Jhangvi de estar por trás do atentado suicida antixiita de terça-feira em Cabul, e pediu medidas ao governo paquistanês para que “justiça seja feita”.

Karzai fez estas declarações durante uma visita às vítimas hospitalizadas do atentado, cometido por um suicida durante uma procissão da Ashura, uma das principais festas do islã xiita, que deixou pelo menos 55 mortos e 134 feridos. Os números de mortes são divergentes, mas podem chegar a 60.

Na terça-feira, Karzai cancelou uma viagem à Grã-Bretanha para retornar ao Afeganistão, e afirmou que os responsáveis pelo ataque desejam destruir a unidade do país. “Eles não desejam que os afegãos permaneçam unidos sob a mesma bandeira”, afirmou o presidente em comunicado. Segundo ele, os atentados foram praticados por inimigos do islã e do país.

Terrorismo – O dia de ontem foi um dos dias mais sangrentos dos últimos tempos no Afeganistão. Explosões mataram cerca de 58 integrantes da comunidade xiita de Cabul e outros quatro de Mazar-i-Sharif. Ataques a esse grupo minoritário do islã, que representa quase 20% da população afegã, não são comuns no país, ao contrário do que ocorre em outras nações muçulmanas, como o Paquistão e o Iraque.

Nesta quarta-feira, enquanto os afegãos xiitas enterram as vítimas do atentado de ontem, o Afeganistão foi novamente palco de um sangrento ataque. Dezenove pessoas, incluindo sete mulheres e cinco crianças, morreram na província afegã de Helmand na explosão de uma bomba de fabricação caseira ativada na passagem do micro-ônibus no qual viajavam. Helmand é uma das províncias mais violentas do Afeganistão, onde os talibãs combatem as forças afegãs e da Otan desde o fim de 2001.

(Com agência France-Presse)