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Kamala Harris critica Trump e diz que EUA ‘gritam por liderança’

Em primeiro evento como candidata à vice-Presidência, senadora discursou junto a Joe Biden e atacou governo por má gestão da pandemia de Covid-19

Por Da Redação Atualizado em 13 ago 2020, 15h22 - Publicado em 12 ago 2020, 19h55

Em sua primeira aparição após ser nomeada companheira de chapa do ex-vice-presidente Joe Biden na corrida à Casa Branca, a democrata Kamala Harris criticou nesta quarta-feira, 12, o presidente Donald Trump pela má gestão em relação à pandemia do coronavírus e afirmou que os Estados Unidos “gritam por uma liderança”. 

Em um discurso em Wilmington, em Delaware, Harris afirmou: 

“Estamos vivenciando um acerto de contas com o racismo e com a injustiça sistêmica que levou a uma nova coalizão de consciência nas ruas de nosso país exigindo uma mudança”. 

Se eleita, Harris, de 55 anos, será a primeira mulher negra a assumir o cargo. A decisão ocorre em meio à forte pressão para maior representatividade em cargos públicos e aos protestos contra desigualdade racial em todo o país, depois da morte de George Floyd, em Minneapolis. 

No evento, que aconteceu um dia após Biden anunciar a senadora como sua companheira de campanha, os dois trocaram memórias de suas famílias e seus planos para a Casa Branca. Ao apresentá-la, o ex-vice-presidente durante o governo de Barack Obama disse ter feito “a escolha certa”.

“Não tenho dúvida de que escolhi a pessoa certa para se juntar a mim como a próxima vice-presidente dos Estados Unidos da América, e esta é a senadora Kamala Harris”, disse. “Ela está pronta para este trabalho já no primeiro dia. Estamos ambos prontos para trabalhar na reconstrução desta nação”.

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A confirmação oficial será feita na convenção democrata que começa na próxima segunda-feira, 17, quando Biden também será formalmente nomeado como candidato do partido para enfrentar Trump.

Harris, ex-procuradora, rapidamente assumiu uma postura mais ofensiva e atacou Trump, dizendo que o republicano coloca a vida de americanos em perigo o não levar a pandemia a sério, além de ter levado o país a uma crise econômica.

“A América grita por liderança, ainda assim, nós temos um presidente que se importa mais com si mesmo do que com o povo que o elegeu, um presidente que está dificultando cada desafio que enfrentamos”, afirmou Harris.

  • A escolha tem objetivo de impulsionar os votos de afro-americanos, base mais leal do Partido Democrata, na eleição de 3 novembro. Harris foi a segunda mulher negra na história dos EUA a ser eleita ao Senado. Há quatro anos, a primeira queda no número de eleitores negros em 20 anos contribuiu para a derrota da democrata Hillary Clinton para Trump.

    A presença da senadora deve impulsionar as chances do Partido Democrata em estados como Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, onde Trump ganhou por uma pequena margem em 2016, mas agora as pesquisas de opinião colocam o republicano atrás. Os eleitores negros também são centrais para vitória na Geórgia e na Flórida, onde a disputa pode ser mais acirrada.

    (Com Reuters e AFP)

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